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Os 7 melhores investimentos sem Imposto de Renda para 2024

Se você busca investimentos sem Imposto de Renda, seja bem-vindo.

Neste post, você vai encontrar alternativas de aplicações isentas de IR e dicas para montar uma carteira mais eficiente.

Ficou interessado? Siga a leitura.

Consultoria de investimentos

Existem investimentos sem Imposto de Renda?

Sim, existem diversos investimentos sem Imposto de Renda para você diversificar sua carteira, sobretudo no universo da renda fixa.

Em geral, são investimentos carimbados, destinados a determinados setores, como o agropecuário, imobiliário ou de infraestrutura.

Na renda variável, também é possível encontrar investimentos isentos de Imposto de Renda, dependendo do tipo de estratégia que você adotar. 

Os dividendos pagos pelas empresas a seus acionistas, por exemplo, são isentos (pelo menos por enquanto), da mesma forma que os rendimentos dos fundos imobiliários

A tributação, entretanto, não deve ser o único critério de seleção de ativos e nem o mais importante, quando o assunto é estruturação de portfólio. 

Você deve observar outros fatores importantes, como risco, rentabilidade e a função de cada ativo dentro da sua estratégia antes de tomar qualquer decisão.

> Leia também: Tributação de fundos de investimento: alíquotas de Imposto de Renda e IOF.

7 investimentos sem Imposto de Renda

Vamos, então, aos principais investimentos sem Imposto de Renda disponíveis no mercado financeiro brasileiro.

1. LCI

As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) são títulos de renda fixa emitidos por bancos que têm como propósito captar recursos financeiros com uma destinação específica: o mercado imobiliário.

Ao comprar uma LCI, você empresta dinheiro a uma instituição financeira para que ela conceda crédito aos players do mercado imobiliário.

As LCIs podem ter remuneração prefixada (taxa fixa), pós-fixada (indexada a algum índice, como o CDI) ou híbrida, como as IPCA +.

Como trata-se de um título bancário, conta com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até o limite de R$ 250 mil por CPF e conglomerado financeiro.

2. LCA

A diferença está na aplicação dos recursos. Enquanto a LCI financia o mercado imobiliário, as LCAs oferecem crédito para o agronegócio.

3. CRI

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) também fazem parte dos investimentos sem Imposto de Renda para pessoa física, mas com uma dinâmica diferente. 

Um CRI é um título de crédito privado. Ao investir nesses papéis, na prática você compra uma dívida e assume o risco de crédito dos devedores. 

O jeito mais fácil de entender é por meio de exemplo. 

Imagine que uma empresa da construção civil vendeu diversos apartamentos por meio de financiamento próprio. 

Ao invés de esperar o prazo de vencimento das parcelas para receber o dinheiro, a empresa empacota os recebíveis em processo de securitização e os vende no mercado na forma de CRI. 

Como não é um título bancário, o CRI não tem cobertura do FGC. 

Portanto, mesmo que seja um investimento sem Imposto de Renda, você precisa atentar-se ao risco de crédito das emissões, com cuidado especial aos CRIs high yield (alto rendimento).

Em geral, os CRIs pagam IPCA mais uma taxa prefixada, denominada ganho real ou spread, mas é possível encontrar também papéis indexados ao IGP-M e ao CDI.

4. CRA

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) funcionam da mesma forma que os CRIs. 

São investimentos sem Imposto de Renda para pessoa física e com rentabilidades atreladas a algum índice de mercado. 

A diferença está na destinação dos recursos: as cadeias produtivas do agronegócio.

5. Debêntures

As debêntures incentivadas são títulos emitidos por empresas que buscam recursos para investir em infraestrutura

Por ser um setor carente de recursos no Brasil, o investimento sem Imposto de Renda é um mecanismo para atrair o investidor. 

Ao comprar uma debênture, você empresta dinheiro para uma empresa na expectativa de receber o principal corrigido no futuro. 

Em geral, são papéis híbridos do tipo IPCA +, mas que podem ser indexados também a outros índices de mercado.

As debêntures não contam com a cobertura do FGC, portanto, ao escolher esse tipo de investimento, observe a nota atribuída por agências de rating e pondere o risco de crédito.

6. Fundos de debêntures incentivadas

Os fundos de debêntures incentivadas também são isentos de Imposto de Renda e uma boa estratégia para quem deseja se expor ao mercado, mas sem escolher ativo por ativo

Esses fundos, em geral, adotam como benchmark os índices de família IMA-B, como o IMA-B5 ou IMA-B5+, indicadores que representam o desempenho de uma carteira de títulos públicos IPCA+.

7. Dividendos e rendimentos

Caso você tenha interesse em uma carteira geradora de renda, os dividendos das ações e os rendimentos dos fundos imobiliários também são investimentos isentos de Imposto de Renda. 

Trata-se, inclusive, de bons ativos para compor um portfólio de longo prazo, visando à aposentadoria.

Consultoria de investimentos

Impacto da isenção de imposto de renda em investimentos

A isenção de Imposto de Renda (IR) em investimentos pode ter um impacto significativo no retorno final obtido pelos investidores.

Para entender melhor esse efeito, vamos analisar um exemplo de aplicação em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que oferece um retorno de IPCA + 7% ao ano.

Vamos comparar essa aplicação com um investimento similar, mas sujeito à tributação do imposto de renda.

Para essa ilustração, vamos supor um investimento de R$ 100 mil, um IPCA de 4% ao ano e um período de 10 anos.

Cenário 1: investimento isento de IR

Aplicando a fórmula do montante de juros compostos:

  • Montante = Valor investido * (1 + Rentabilidade anual)^Prazo
  • Montante = R$ 100.000 * (1 + 0,11)^10
  • Montante = R$ 100.000 * 2,8394
  • Montante = R$ 283.940

Nesse cenário, o montante final após 10 anos seria de R$ 283.940, sem descontar Imposto de Renda.

Cenário 2: investimento com IR

Aplicando a mesma fórmula do montante de juros compostos, obtemos o montante bruto:

  • Montante bruto = R$ 100.000 * (1 + 0,11)^10
  • Montante bruto = R$ 100.000 * 2,8394
  • Montante bruto = R$ 283.940

Agora, devemos calcular o imposto devido:

  • Rendimento = Montante bruto – Valor investido
  • Rendimento = R$ 283.940 – R$ 100.000
  • Rendimento = R$ 183.940
  • Imposto devido = Rendimento * Alíquota de IR
  • Imposto devido = R$ 183.940 * 0,15
  • Imposto devido = R$ 27.591

Subtraindo o imposto devido do montante bruto, obtemos o montante líquido:

  • Montante líquido = Montante bruto – Imposto devido
  • Montante líquido = R$ 283.940 – R$ 27.591
  • Montante líquido = R$ 256.349

Resultado da isenção de IR no investimento

Comparando com o investimento isento de IR, a diferença no retorno final seria de R$ 27.591, destacando novamente o impacto significativo da isenção de imposto de renda no resultado dos investimentos.

Precisa de ajuda para decidir onde investir?

No vídeo abaixo, você confere um super conteúdo com dicas para montar uma carteira de investimentos alinhada aos seus objetivos e perfil.

Qual é o Imposto de Renda de outros investimentos?

No mercado financeiro, os investimentos sem Imposto de Renda sobre os rendimentos são exceção à regra. 

A grande maioria das classes de ativos, tanto de renda fixa quanto variável, não escapa da mordida do Leão. 

Confira alguns exemplos:

  • Renda fixa: o Imposto de Renda sobre a renda fixa é cobrado conforme uma tabela regressiva que varia de 22,5% para aplicações de até 180 dias a 15% para investimentos com 720 dias ou mais. 
  • Fundos de Renda Fixa, Cambial e Multimercado: seguem a mesma tabela regressiva da renda fixa, com uma peculiaridade: são submetidos ao “come-cotas”, cobrança antecipada de IR
  • Fundo de ações: alíquota de 15% de Imposto de Renda, sem incidência do “come-cotas”
  • Ações: alíquota de 20% sobre ganhos de capital para operações day trade (sem a isenção dos R$ 20 mil mensais) e de 15% para as demais operações (com isenção até R$ 20 mil por mês)
  • ETFs: 15% sobre ganho de capital
  • Fundos Imobiliários: 20% sobre ganho de capital, com isenção para os rendimentos.  

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Além do Imposto de Renda nos investimentos

Embora o Imposto de Renda seja o tributo mais relevante, alguns investimentos também podem sofrer com a cobrança do IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras).

A boa notícia é que o IOF só é cobrado sobre os rendimentos caso o resgate seja feito em até 30 dias após a aplicação

A tabela é regressiva, mas o tributo pode consumir até 96% da rentabilidade no primeiro dia após o investimento. A partir do trigésimo dia, deixa de existir.

Alguns investimentos sem Imposto de Renda também são isentos de IOF, como as LCIs e LCAs

Outros, mesmo tributados pelo IR, não têm o Imposto Sobre Operações Financeiras, como as ações e os fundos de ações

De toda forma, desde que você não faça resgates em prazo inferior a 30 dias, não precisa se preocupar com IOF.

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Lembre-se: rentabilidade passada não é garantia de retorno futuro. O desempenho dos fundos é líquido de taxas, mas não de impostos. O conteúdo deste blog tem o objetivo de educação financeira. Não tome decisões baseadas unicamente neste ou em qualquer texto. Faça a lição de casa, estude, questione, investigue e dê valor ao seu dinheiro.

Gustavo Heldt

Gustavo Heldt

Consultor associado da TRAAD Wiser Investor. Especialista em Investimentos e Finanças.

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