Quais são os Investimentos isentos de IR — e quando valem a pena?

Gustavo Heldt

Existem investimentos isentos de IR que fazem muito mais sentido do que a poupança.

LCAs, LCIs, CRIs, CRAs, debêntures incentivadas, fundos de debêntures incentivadas e fundos de investimento em participação em infraestrutura são exemplos de investimentos que a pessoa física pode fazer sem pagar Imposto de Renda.

Quer saber como eles funcionam e quais fazem sentido para o seu perfil? Siga a leitura.

7 investimentos isentos de IR

Confira abaixo algumas das principais aplicações desse tipo:

1. LCA

A Letra de Crédito do Agronegócio é um tipo de empréstimo que você faz para o banco.

Nessa aplicação, o banco direciona o recurso para o agronegócio.

A LCA pode ser prefixada (taxa fixa de retorno), pós-fixada (vinculada a um índice, como o CDI) ou híbrida (com uma taxa fixa mais a variação do IPCA).

Além de ser isenta de IR, a LCA conta com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito, que cobre até R$ 250 mil por CPF e por conglomerado financeiro em caso de quebra da instituição emissora.

2. LCI

A Letra de Crédito Imobiliário tem características quase iguais às da LCA, com a diferença da destinação de recursos para o mercado imobiliário.

Ela pode oferecer rentabilidade nos mesmos moldes da LCA, tem o mesmo aval do FGC e também se trata de um investimento isento de IR.

Para o investidor, não importa, na prática, se o título é uma LCA ou uma LCI, e sim o emissor do título, o prazo e o retorno estipulado.

3. CRA

O Certificado de Recebíveis do Agronegócio não deve ser confundido com a LCA.

Trata-se de um conjunto de recebíveis de uma empresa que é transformado em título lastreável por uma securitizadora.

O risco desse tipo de investimento tende a ser maior, já que não há garantia do FGC.

O retorno também tende a ser mais elevado, dependendo das condições da empresa e da oferta.

O tipo de rentabilidade normalmente é atrelado ao IPCA, ou seja, você tem um investimento com retorno real acima da inflação e isento de IR.

4. CRI

O Certificado de Recebíveis Imobiliários funciona exatamente como o CRA, com a diferença da origem de recursos.

Também não conta com garantia do FGC.

Assim como o CRA, oferece retorno vinculado à inflação e isento de IR.

Alguns desses certificados são destinados apenas a investidores qualificados.

5. Debêntures incentivadas

As debêntures incentivadas são títulos de dívida de empresas que usam os recursos para projetos de infraestrutura.

O incentivo aqui é a isenção do IR no investimento.

As debêntures não têm garantia do FGC, mas podem ser aplicações seguras, dependendo do emissor e do seu rating.

As debêntures incentivadas normalmente têm retorno vinculado ao IPCA, isto é, oferecem retorno real acima da inflação.

6. Fundos de debêntures incentivadas

Os fundos que investem nesse tipo de título também são um investimento isento de IR e podem ser utilizados na composição da carteira dos investidores para uma exposição ao IMA-B ou ao IMA-B5, índices de títulos atrelados à inflação.

7. Fundos de investimento em participação em infraestrutura (FIP-IE)

Esse tipo de fundo também se trata de um investimento com isenção de IR e, por enquanto, é restrito a investidores qualificados.

Os FIPs de infraestrutura captam recursos para projetos específicos desse tipo, como o investimento em geradores e distribuidores de energia elétrica.

Trata-se de um tipo de fundo fechado e que pode ser acessado via homebroker, com um ticker.

Investimentos isentos de IR sempre valem a pena?

Não. A isenção de Imposto de Renda em um investimento deve ser encarada como apenas um dos inúmeros fatores de avaliação.

O que faz sentido, no fim das contas, é o maior retorno líquido para o seu objetivo financeiro e perfil de investidor, dentro de uma carteira criada para atender aos seus anseios.

Pensar unicamente na isenção de IR não é inteligente, porque é possível encontrar LCAs que oferecem retorno líquido menor do que CDBs, debêntures incentivadas com taxas não tão atraentes e CRIs/CRAs que não devem passar perto da sua carteira.

Então, como decidir?

A melhor maneira é encontrar um assessor de investimentos ou um consultor CVM no qual você confie e com quem possa trocar ideias para navegar com tranquilidade cada vez maior no mercado financeiro.

Essa não é a solução definitiva, mas certamente se trata de um importante passo na sua jornada de construção de investidor. Você vai ver que contar com um aliado nessas horas pode poupar inúmeras horas e erros.

E com esse apoio, você pode tirar suas dúvidas e seguir seus estudos — sem tentar aprender tudo sozinho de uma única vez (você vai ver que não é nada fácil).

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Gustavo Heldt

Gustavo Heldt

Gustavo Heldt é jornalista, especialista em investimentos, assessor e entusiasta de bons fundos e gestores.

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