Resgate de fundo de investimento: como funciona e como planejar

Gustavo Heldt

Você sabe como funciona o resgate de fundo de investimento?

Entender esse aspecto é fundamental na hora de planejar o investimento e escolher o fundo ideal para o seu objetivo financeiro.

Afinal, o resgate envolve diferentes prazos desde a solicitação até que o dinheiro caia na sua conta efetivamente.

Quer saber mais? Continue com a leitura do guia e aprenda como funciona o resgate de fundo de investimento.

Como funciona o resgate de fundo de investimento

O resgate de fundo de investimento é o momento em que o investidor decide converter as cotas que detêm no fundo em dinheiro.

O processo funciona da seguinte forma: primeiro o investidor faz a solicitação de resgate para a corretora, sinalizando que quer vender suas cotas.

Então, o gestor do fundo inicia o processo de venda das cotas para que os lucros da aplicação sejam transferidos ao investidor.

É importante considerar a liquidez dos ativos: quanto maior é o tempo que o gestor leva para vendê-los, maior é o tempo de espera até que o dinheiro caia na conta do investidor.

O resgate do fundo de investimento, portanto, pode levar vários dias, dependendo do fundo e da liquidez dos papéis que compõem a carteira.

Por isso, é essencial que você avalie a liquidez dos ativos, além dos prazos definidos no fundo, que são divulgados na lâmina de informações essenciais pela corretora.

Prazos para o resgate de fundo de investimento

O resgate de fundo de investimento envolve três prazos diferentes: de cotização, de liquidação financeira e de carência. A seguir, confira como funciona cada um deles nos tópicos abaixo.

Prazo de cotização

O prazo de cotização é o tempo de conversão da cota em dinheiro, a contar do dia da solicitação de resgate.

Esse período varia conforme o fundo e a instituição financeira e é informado a partir da sigla D+. 

Um fundo que tem prazo de cotização de 1 dia, por exemplo, recebe a sigla D+1. Já um fundo com prazo no mesmo dia da solicitação é sinalizado como D+0.

Quanto menor é o prazo de cotização, mais rápido o investidor recebe o dinheiro.

Mas é possível encontrar fundos com prazos de cotização maiores, em períodos de 30 dias, por exemplo.

Prazo de liquidação financeira

Por sua vez, o prazo de liquidação financeira é o tempo necessário para o pagamento do resgate ao investidor.

Em outras palavras, é o período que leva para que o pagamento seja processado de fato.

Nem sempre o prazo de liquidação é igual ao prazo de cotização, podendo ser mais extenso.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) define que as instituições têm até cinco dias úteis a contar da data de conversão das cotas para processar o pagamento do resgate.

Mas o prazo pode ser menor na prática. Por exemplo, é o que acontece nos fundos de ações, que têm prazo de liquidação de D+1, devido à facilidade de negociar os ativos na bolsa de valores.

Prazo de carência

Outro prazo que deve ser levado em conta é o de carência.

Trata-se do período mínimo que o investidor deve permanecer com o capital aplicado no fundo até poder solicitar o resgate.

Esse tempo também varia conforme o fundo e a instituição financeira e é divulgado na lâmina de informações essenciais.

Se o investidor fizer um resgate antecipado, antes que se complete o prazo de carência, pode ter que pagar uma taxa previamente estabelecida pelo fundo ?— o que prejudica a rentabilidade.

Pense no resgate do fundo de investimento antes de investir 

Como vimos, o resgate do fundo de investimento envolve diferentes prazos.

E você precisa avaliar todos eles de forma criteriosa antes de ingressar em um fundo de investimento. 

Assim, você evita surpresas desagradáveis mais tarde.

É preciso considerar que muitos fundos de investimento miram no longo prazo.

Isso acontece, por exemplo, nos fundos de previdência privada, que são vantajosos sobretudo em investimentos de no mínimo 10 anos.

Para você ter uma ideia, ao usar a tabela regressiva do Imposto de Renda nos fundos previdenciários, em 10 anos, o investidor tem acesso a uma alíquota reduzida de apenas 10%.

Outro exemplo são os fundos de ações: neles, a alíquota é fixa em 15%, mas quanto maior é o tempo da aplicação, maior é a capacidade do fundo de minimizar os riscos da renda variável.

Quanto aos fundos de renda fixa, a tributação segue alíquotas regressivas. Portanto, quanto maior é o prazo até o resgate, maior é o lucro que você recebe.

Por outro lado, se você busca retornos no curto prazo, uma boa opção é um fundo de Tesouro Selic, que investe em títulos públicos com liquidez diária.

Independente do seu objetivo financeiro, avaliar o resgate do fundo de investimento antes de ingressar nele é essencial para fazer a escolha certa.

E aí, gostou das dicas do artigo? Se elas foram úteis para você, compartilhe e leia outros conteúdos aqui no blog. Confira alguns tipos de fundos sobre os quais já falamos: fundos cambiaisfundos de ouro e fundos multimercado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *