Onde investir 1 milhão de reais para ter o melhor retorno

Gustavo Heldt

Se você não sabe onde investir 1 milhão de reais, chegou ao lugar certo.

Especialmente no cenário atual, com a inflação rondando os 10% ao ano (IPCA de +0,87% em agosto), praticamente todo investidor inexperiente (e até o experiente!) está perdendo poder de compra ao longo do tempo.

Ficou assustado(a)?

Calma, com 1 milhão de reais para investir, você tem condições de montar uma carteira diversificada, acessar produtos e investimentos exclusivos e ter excelentes retornos — especialmente em médio e longo prazo.

Mas, para isso, é preciso conhecer bem seu perfil de investidor, analisar sua situação financeira e entender a dinâmica dos produtos disponíveis no mercado.

Este artigo não faz milagre e não vai resolver magicamente a sua vida.

Mas eu garanto que você vai tirar daqui alguns insights importantes que vão revolucionar a maneira como você encara os seus investimentos a partir de agora.

Continue lendo e descubra onde investir 1 milhão de reais com segurança e inteligência.

PS: Lá no final, você encontra inclusive uma sugestão de carteira de 1 milhão para você se inspirar e começar a construir seu portfólio.

Onde investir 1 milhão de reais: passo a passo resumido

Veja abaixo 8 passos para organizar seu patrimônio e investir seu dinheiro:

  1. Organize suas finanças (dívidas, despesas e receitas)
  2. Crie sua reserva de emergência (Fundo Tesouro Selic)
  3. Converse profissional de finanças (CFP, consultor ou assessor de confiança)
  4. Planeje aplicações (prazos, volatilidade e objetivos)
  5. Explore a renda fixa (oportunidades pós-fixadas e atreladas ao IPCA)
  6. Encare a renda variável com fundos (conforme seu perfil)
  7. Monitore mensalmente os resultados (com seu assessor)
  8. Revisite o plano periodicamente (e aproveite oportunidades).

Esse é um resumo do que você deve fazer para investir 1 milhão de reais, mas acredite: há muitos detalhes importantes em cada uma dessas etapas.

Por isso, a seguir, explico com maior profundidade como alcançar melhores resultados e ter a certeza de que você está tratando seu patrimônio com o devido cuidado.

Por onde começar a investir 1 milhão de reais

Decidir onde investir 1 milhão de reais não é uma tarefa simples, pois existem inúmeras possibilidades no mercado financeiro.

Com essa quantia investida no mercado financeiro e com o devido conhecimento das especificidades dos produtos, você já pode ser considerado um investidor qualificado — uma categoria exclusiva para pessoas que têm patrimônio investido acima de 1 milhão de reais, criada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

Isso significa que você terá acesso a investimentos mais sofisticados com oportunidades de ganhos diferenciadas. 

Mesmo assim, os critérios básicos para investir 1 milhão de reais são basicamente os mesmos usados por quem investe alguns milhares: 

  • Analisar fatores como risco, rentabilidade e liquidez
  • Conhecer seu perfil de investidor
  • Diversificar ativos para diluir riscos e aumentar o potencial de retorno
  • Traçar objetivos e estratégias para seus investimentos mirando o longo prazo.

Vamos explorar melhor essas diretrizes ao longo do artigo, mas é importante ter em mente desde já que não existe uma receita única para investir 1 milhão de reais, especialmente em um universo de juros baixos e mudanças tão aceleradas.

O plano de investimento deve ser totalmente individualizado de acordo com as suas necessidades, evitando seguir “tendências”, “dicas quentes” ou recomendações de desconhecidos. 

Preparado para começar?

1 milhão de reais é suficiente para viver de renda?

Uma das primeiras ideias que vêm à mente dos investidores iniciantes é investir 1 milhão de reais para garantir renda passiva mensal.

No entanto, esse não é mais o mesmo “número mágico” que já foi antigamente nos investimentos. 

Para você ter uma ideia, a inflação acumulada nos últimos 10 anos (julho de 2011 a junho de 2021) foi superior a 73 %. Ou seja: R$ 1 milhão naquela época equivaleria a R$ 1,73 milhão hoje.

Considerando apenas os últimos 12 meses até agosto de 2021, a inflação oficial, o IPCA, atingiu elevação de 9,68%. Isso significa perda de poder de compra para quem não investe com inteligência.

A “boa” notícia para os investidores conservadores é que a Selic está subindo. Nesse cenário, depois de atingir o piso de 2% ao ano e caminhar para 8% ao fim de 2021, é possível investir 1 milhão de reais em renda fixa e com bons retornos.

Em momentos assim, de tensões políticas, riscos fiscais e juros altos, há oportunidades tanto na renda fixa, com títulos pagando IPCA +6% ao ano ou IPCA +5% ao ano, dependendo do prazo, quanto na renda variável, com ações negociando a múltiplos baixíssimos.

Por isso, é importante estar atento e contar com uma boa assessoria de investimentos.

Hoje, deixando todo o dinheiro em um fundo Tesouro Selic, por exemplo, R$ 1 milhão renderia cerca de R$ 5.200,00 ao mês (antes de Imposto de Renda) — um valor muito baixo para quem pensa em conquistar a independência financeira e viver de renda.

Se a mesma quantia for colocada na caderneta de poupança, renderá ainda menos, já que ela paga apenas 70% da Selic.

Assim, fica clara a importância de uma carteira de investimentos diversificada.

Na prática, quem deixa dinheiro em um CDB ou qualquer renda fixa pós-fixada em 2021 tende a perder poder de compra em vez de ganhar.

Por isso, se você pretende investir 1 milhão de reais para superar a inflação e obter rendimentos significativos, precisa ir além nas estratégias de investimentos e diversificar sua carteira.

E, antes que você diga por aí que a renda fixa morreu, calma lá: o universo do crédito é vasto, e ainda pode compor muito bem seu portfólio, desde que ele seja estruturado e planejado com critério e eficiência.

Quanto rende investir 1 milhão de reais em 2021

Agora, vamos a um aspecto curioso: quanto renderia 1 milhão de reais se esse valor fosse investido integralmente em uma classe ou tipo de ativo.

Investir 1 milhão de reais em fundos imobiliários

O rendimento mensal dos fundos imobiliários se refere à distribuição dos lucros dos fundos.

Isso significa que há grande variação entre os diferentes fundos, e que aspectos pontuais e crises, como a Covid, podem ter grande impacto na rentabilidade desse investimento.

De qualquer forma, com uma seleção de fundos imobiliários de diferentes tipos, pode-se imaginar um ganho superior a 6% ao ano em rendimentos livres de tributação para pessoa física.

Isso significa 6% ao ano de “aluguéis”, digamos, mas não inclui a possível valorização das cotas.

Nesse caso, investir 1 milhão de reais traria um retorno de 60 mil reais no ano, ou seja, 5 mil reais por mês.

Investir 1 milhão de reais em títulos públicos

Para fazer essa simulação, basta ir ao site do Tesouro Direto e conferir as taxas, vencimentos e tipos de rentabilidade oferecidas pelos títulos públicos.

Também é possível usar o simulador e verificar o retorno exato que você teria com o título escolhido e o valor desejado.

Em 16 de julho de 2021, o Tesouro Prefixado 2024 pagava um rendimento de 8,23% ao ano. Na simulação, que já desconta o IR, de 15%, e taxa da B3, de 0,25% ao ano sobre o valor que excede R$ 10 mil, investir 1 milhão de reais nesse título resultaria R$ 1.212.778,04 no vencimento, em 1 de julho de 2024. Isso equivale a retorno de aproximadamente R$ 70.926 líquidos ao ano e R$ 5.910 ao mês.

Investir 1 milhão de reais na poupança

Considerando uma Selic em 6,25%, a poupança oferece retorno líquido de 4,375% ao ano.

O problema é que a inflação deve fechar o ano em mais de 8%, ou seja, acarretando uma perda de poder de compra relevante.

Sem levar em consideração os juros reais e a inflação, investir 1 milhão de reais na poupança renderia em torno de R$ 3.645 ao mês.

Leia também: onde investir 500 mil reais e onde investir 5 milhões de reais.

Investir 1 milhão de reais em ações de dividendos

Algumas empresas mais sólidas e estáveis, em setores como o bancário, energia elétrica e saneamento, oferecem dividendos que ultrapassam os 5% ao ano.

Nesse caso, investir 1 milhão de reais retornaria R$ 50.000,00 — com isenção de Imposto de Renda (antes da Reforma Tributária, pelo menos).

Em uma conta simples, daria R$ 4.166,00 por mês, mas é bom lembrar que poucas empresas distribuem dividendos mensais.

O ponto positivo é que, além dos dividendos, as boas empresas da bolsa tendem a se valorizar no longo prazo, e essa valorização não está inclusa na conta.

Antes de investir 1 milhão de reais: 6 fatores para a equação

Antes de investir 1 milhão de reais, você precisa levar em conta vários fatores sobre sua vida financeira e perfil de investidor.

Veja o que analisar inicialmente.

1. Perfil de investidor

O primeiro passo para começar a investir é entender qual o seu perfil de investidor.

As corretoras de valores costumam aplicar um teste de suitability para verificar em qual dos perfis abaixo o cliente se enquadra:

  • Conservador: é avesso ao risco e procura preservar o capital, optando por ativos mais seguros como títulos de renda fixa. Sua estratégia é ter ganhos mais modestos em longo prazo para construir patrimônio e se proteger de oscilações econômicas
  • Moderado: busca a melhor relação entre risco e retorno, combinando uma maior parte de ativos de baixo risco (renda fixa) com uma parcela menor de ativos mais arrojados (renda variável)
  • Arrojado: tem o maior apetite de risco e busca de ganhos acima da média, abrindo mão da liquidez, mas também se preocupa em preservar uma parte do capital na renda fixa.

Esse perfil ajuda a adequar sua tolerância ao risco, expectativas de ganhos e objetivos aos produtos financeiros disponíveis no mercado.

De qualquer forma, não se prenda a ele se você deseja investir 1 milhão de reais.

É essencial estudar o mercado e começar a compreender conceitos básicos de investimentos e economia.

Dessa maneira, você vai tomar decisões mais assertivas e buscar orientação profissional mais adequada.

2. Objetivos e prazos

Para investir 1 milhão de reais (e qualquer outro valor, na verdade), você precisa de objetivos bem definidos e prazos em vista.

Primeiro, é preciso traçar metas de curto, médio e longo prazo, de acordo com a sua situação financeira e expectativas. 

Veja alguns exemplos:

  • Objetivos de curto prazo: trocar de carro, fazer uma viagem, comprar bens duráveis, fazer um curso, etc.
  • Objetivos de médio prazo: comprar um imóvel, fazer uma pós-graduação, abrir um negócio, tirar um ano sabático, fazer uma reforma, etc.
  • Objetivos de longo prazo: formar uma reserva para a aposentadoria, pagar a escola e faculdade dos filhos, adquirir mais propriedades, alcançar a independência financeira, etc.

Esses objetivos farão toda a diferença na escolha das aplicações para investir 1 milhão de reais. 

3. Situação financeira

Outro fator importante para considerar antes de investir 1 milhão de reais é a situação financeira.

À primeira vista, quem possui 1 milhão de reais para investir deve ter uma renda compatível com esse valor acumulado, mas é preciso analisar mais a fundo.

Dependendo da renda mensal, fica mais claro o valor dos aportes que o investidor pode realizar ao longo do tempo para aumentar seus ganhos.

Por exemplo, você pode destinar 10%, 20%, 30% ou até mais para os investimentos mensalmente, de acordo com seu padrão de vida — o que já muda o perfil das aplicações. 

Além disso, é fundamental levar em conta quanto tempo o investidor pode deixar o dinheiro aplicado, e se pode precisar fazer retiradas em caso de imprevistos.

Esses prazos vão direcionar a liquidez dos investimentos, que impacta diretamente o risco e a rentabilidade. 

Além disso, é possível que, mesmo com 1 milhão de reais, você tenha algum tipo de dívida, como o financiamento de um imóvel ou carro, por exemplo.

Nesse caso, vale a pena avaliar com cuidado os juros que você está pagando para garantir que esse crédito valha a pena — ou se o melhor caminho será quitar a dívida.

De maneira geral, a dívida custa mais do que você poderá fazer o seu dinheiro render.

4. Momento da vida

O momento da vida também muda completamente o plano para investir 1 milhão de reais. 

Por exemplo, um jovem de 25 que está se estabilizando na carreira pode montar uma carteira com investimentos mais arrojados, pois há muito tempo pela frente para compensar eventuais perdas e ter lucro em longo prazo.

Já um casal que pretende se casar e comprar um imóvel em dois anos precisa se atentar à liquidez dos investimentos para não ficar com o dinheiro “preso” quando for necessário utilizá-lo.

No caso de pessoas mais velhas, convém evitar a alta volatilidade e priorizar, para grande parte do portfólio, a proteção do patrimônio conquistado. 

5. Cenário econômico

É preciso se atentar ao cenário econômico para decidir onde investir 1 milhão de reais.

O ano de 2020, por exemplo, foi marcado pela queda histórica da Selic no Brasil e pela pandemia do coronavírus, que afetou drasticamente as economias do mundo todo.

Ao mesmo tempo, a conjuntura impulsionou o crescimento da bolsa de valores e da renda variável de modo geral, devido à perda de rentabilidade na renda fixa.

Já em 2021, a situação é bem diferente: os juros estão subindo, o Ibovespa está patinando, e muitos investidores já voltam a mirar a renda fixa.

Por isso, é essencial considerar os rumos da economia do país na hora de aplicar seu dinheiro, analisando indicadores como Taxa Selic, CDI, inflação e PIB.

6. Conhecimento sobre mercado financeiro

O conhecimento sobre o mercado financeiro é imprescindível para aplicar qualquer quantia, e se torna ainda mais importante quando falamos de milhões.

Antes de sair investindo 1 milhão de reais, é preciso entender:

  • As dinâmicas da renda fixa e variável
  • O tripé de análise “liquidez, rentabilidade e risco”
  • Prazos de vencimento e carência de aplicações
  • Diferentes graus de risco 
  • Funcionamento e estratégias dos diferentes produtos financeiros
  • Métodos de análise de investimentos (Ex: análise técnica e fundamentalista de ações)
  • Estratégias de diversificação de portfólio
  • Custos e taxas envolvidos
  • Benchmarks como CDI, Ibovespa e IPCA.

E esse é apenas um resumo, pois existem inúmeros conceitos que permeiam os investimentos e influenciam as decisões de investidores.

Onde investir 1 milhão de reais na prática: carteira para 2021

Escolher onde investir 1 milhão de reais exige um planejamento prévio e uma análise aprofundada de todos os fatores acima.

Depois de passar por essa fase inicial, você terá várias opções de ativos e aplicações para distribuir seu dinheiro. 

A seguir, vou começar a delinear um pouco de como pode ser a sua carteira de investimentos de 1 milhão.

Mas lembre: este é apenas um exercício de educação financeira e não deve ser tomado como recomendação de investimento.

1. Reserva de liquidez

Esta é a camada da sua carteira com baixíssimo risco e volatilidade. Vale manter aqui em torno de 6 a 12 meses do seu custo de vida, dependendo das suas condições.

Para isso, você pode utilizar:

  • Fundo Tesouro Selic com taxa zero de administração
  • CDB de liquidez diária que paga mais de 100% do CDI
  • LFTs.

2. Reserva de oportunidade

Esta é uma camada opcional que nem todos utilizam em seu portfólio.

Acredito que faz sentido para quem está investindo uma boa quantia, como 1 milhão de reais, e serve como uma caixinha anexa à da reserva de liquidez.

Pode oferecer alguma volatilidade, mas deve ter retorno geral superior à da reserva e deve ter liquidez alta para oportunidades pontuais em renda fixa e renda variável.

Para isso, utilize:

  • Bons fundos de hedge
  • Bons fundos de renda fixa
  • Fundos que se beneficiam da volatilidade.

3. Renda fixa

Como já mencionamos, a renda fixa deve fazer parte de qualquer carteira de investimentos no Brasil (mesmo as mais arrojadas). 

No nosso país, é impossível desconsiderar as oportunidades da renda fixa e dos juros altos.

Fundos de renda fixa

Em fundos de investimento, há oportunidades interessantes de ótimos fundos de crédito privado pós-fixado, fundos de debêntures incentivadas isentos de IR e fundos de fundos de direitos creditórios.

Para todos, tome muito cuidado, pois é essencial analisar a casa/gestora antes de tomar uma decisão de investimento como essa. Nesse tipo de fundo, a falta de volatilidade pode esconder riscos, ok?

Títulos de renda fixa

Nessa categoria, temos opções como os títulos públicos do governo federal, negociados por meio do Tesouro Direto, e títulos privados emitidos por bancos e empresas, como Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA) e debêntures e Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio.

Pensando em investir valores altos, como 1 milhão de reais, vale a pena se atentar aos limites de garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre a maioria dos investimentos de renda fixa, como CDBs e LCIs/LCAs.

O valor máximo coberto é de R$ 250 mil por CPF por conglomerado financeiro e de R$ 1 milhão a cada quatro anos.

Depois, é possível diversificar na renda fixa com emissões bancárias mais longas, debêntures e CRIs/CRAs com várias opções de prazos de vencimento, rentabilidades e graus de risco.

Lembre-se de observar com atenção o tipo de rentabilidade (prefixada ou pós-fixada) e a liquidez dos ativos, pois há títulos com prazos curtos, médios e longos. 

Neste momento de subida da Selic, por exemplo, títulos pós-fixados tendem a oferecer perspectivas melhores.

4. Fundos multimercado macro

Um dos principais elementos de uma carteira de 1 milhão de reais costuma ser o dos fundos macro.

Os fundos macro são os multimercado estilo hedge fund, que buscam superar o CDI em qualquer cenário.

No Brasil, há excelentes gestores com histórico longo e vencedor.

São elementos importantes no portfólio para obter rentabilidade acima da média sem afundar completamente na lama nos maus momentos de Brasília.

Veja algumas casas muito boas nesse tipo de fundo:

  • Vista
  • Vinland
  • Absolute
  • Gávea
  • SPX
  • Verde.

Mas não tome qualquer decisão de investimento apenas por este post, ok?

5. Fundos multimercado descorrelacionados

Esta camada também não é comum a todas as carteiras, mas gosto de adicionar fundos descorrelacionados para melhorar a eficiência do portfólio. Esses “descorrelacionados” são aqueles com baixa correlação com o restante dos fundos e ativos. A ideia aqui é que nem todo o portfólio caia ou suba ao mesmo tempo e pelos mesmos motivos.

Veja aqui algumas das possibilidades:

  • Fundos long & short
  • Fundos sistemáticos
  • Fundos de commodities
  • Fundos de criptomoedas.

6. Fundos de ações

Não adianta investir 1 milhão de reais apenas em renda fixa.

Até é possível, mas você estaria perdendo uma oportunidade grande.

No mercado de renda variável, as ações negociadas na bolsa de valores são a mola propulsora para compor uma carteira diversificada com potencial de ganhos acima da média.

Obviamente, estamos falando de investimentos com alta volatilidade, que podem ter resultado negativo ou positivo e oscilam para cima e para baixo continuamente.

Por isso, o investidor deve estar preparado para lidar com a montanha-russa na bolsa e aplicar estratégias que mitigam os riscos, como o investimento em longo prazo baseado em papéis de empresas sólidas e de lucros crescentes. 

Uma excelente maneira de começar por aqui é utilizando fundos de ações. Com eles, você investe em empresas por meio de um fundo gerido por uma equipe de profissionais que analisa os melhores retornos potenciais em todo o mercado.

Acredite: o trabalho de “stock picking”, isto é, escolher individualmente cada uma das ações do seu portfólio, não é tarefa fácil.

Isso não significa que você não deva tentar, mas que você pode se aproveitar dos melhores gestores do mercado para alcançar resultados melhores do que se tivesse que começar a analisar, de uma hora para outras, fundamentos, balanços, fluxos de caixa, entre outros.

Nessa camada do portfólio, há basicamente dois tipos de fundos:

  • Fundos long only
  • Fundos long biased.

Dentro dessas duas estratégias (uma que se protege mais do que a outra), você tem fundos especializados em small caps, fundos fatoriais sistemáticos, fundos que se concentram nas empresas de dividendos, etc.

7. Fundos internacionais e de proteção

Esta é uma camada essencial da carteira e, muitas vezes, sub-utilizada. Os grandes gestores do mundo já estão à disposição dos investidores qualificados no Brasil.

Bom lembrar: com 1 millhão de reais para investir e o devido conhecimento dos produtos financeiros, você é um investidor qualificado e tem acesso a fundos internacionais bastante exclusivos.

Por isso, aproveite para fugir do Brasil tanto quanto possível e investir em ações nos Estados Unidos, na Europa, na Ásia, em fundos multimercados globais, em fundos de crédito.

A ideia aqui é se expor a moedas e geografias diferentes para ficar menos refém do real e da política brasileira.

Um importante fator para lembrar nessa hora de compor a sua carteira é que o dólar tem correlação negativa com o Ibovespa.

Por isso, investir lá fora significa, também, atenuar os movimentos de queda da bolsa brasileira.

Alguns caminhos:

  • Fundos cambiais de dólar
  • Fundos de ouro
  • Fundos de ações nos Estados Unidos
  • Fundos de ações globais
  • Fundos macro globais
  • Fundos long biased e long&short globais
  • Fundos de crédito privado globais.

8. Renda mensal

Se você precisa de uma renda mensal com parte do portfólio, pode observar com atenção os fundos imobiliários, as ações que pagam dividendos, os CRIs e os CRAs — diferentes investimentos que oferecem rendimentos periódicos e que podem compor muito bem a sua carteira de 1 milhão de reais.

Preparado para investir 1 milhão de reais?

Uma das vantagens em investir 1 milhão de reais é poder acessar produtos exclusivos para investidores qualificados. 

Alguns exemplos são os fundos de investimentos voltados ao exterior, fundos de direitos creditórios e alguns tipos de CRIs e CRAs.

Esses investimentos têm grande potencial de rentabilidade, mas também são mais complexos e, por vezes, arriscados.

Por isso, mesmo que você tenha acesso a uma categoria exclusiva de aplicações, é preciso ter cuidado e, se necessário, buscar apoio profissional para investir seu dinheiro de forma inteligente.

Eu trabalho com educação financeira desde 2014 e tento facilitar ao máximo a vida dos leitores e clientes.

E eu faço esse papel na DOC Investimentos, escritório vinculado ao BTG Pactual, o maior banco de investimentos da América Latina.

Por lá, ajudo investidores a descobrirem os ativos, fundos e produtos que mais se encaixam no seu perfil.

Com esse tipo de trabalho, você conta com uma assessoria de investimentos completa para criar um portfólio que o leva cada vez mais perto dos seus objetivos. E isso tudo com especialistas que acompanham seus investimentos mês a mês, em contato direto com você.

Se você tiver interesse em conhecer melhor o meu trabalho ou ficar com dúvidas depois deste post, envie uma mensagem por Whats: 051999999098.

Não sei por quanto tempo vou conseguir deixar o celular à vista aqui nos posts, então aproveite 🙂

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Gustavo Heldt

Gustavo Heldt

Gustavo Heldt é jornalista, especialista em investimentos, assessor e entusiasta de bons fundos e gestores.

33 Thoughts

  1. Final do ano passado alcancei, aos 34 anos e começando do zero, a marca de 1MM em investimento… Sabe o que mudou na minha vida? nada kkk continuo trabalhando que nem um doido, vida sem luxo, carro usado, ap próprio mas nada de 10k o metro quadrado… A minha dica é gaste menos, invista mais… Não vire um refém do $$ e sim, faça ele trabalhar por você.

  2. Faltam 3 anos para minha aposentadoria integral (já sou aposentado pelo inss recebendo 5.800,00 mês e trabalho ainda com boa remuneração que posso viver com ela. Então aplico os 5.800 todo mês). Já tenho minha previdencia privada (que não está rendendo muito) e aplicações em multi mercado e lca.
    A minha perspectiva é fazer 5.000 com retirada mensal desse 1 milhão. A dúvida esse dinheiro pode se acabar em 10 ou 20 anos e não deixarei nenhuma herança para os flihos. Não seria melhor aplicar em imóveis (comprar 3 apartamentos e tentar alugar, não conseguiria tirar os 5.000 mais 3.000 daria para viver sem viajar. Qual o seu conselho.
    Atenciosamente
    Luis sergio

  3. Uma pessoa jurídica para fins não econômicos (sem fins lucrativos) e que não remunera seus dirigentes, dedicada a desenvolver produtos de interesse socioambiental, de ações emergenciais de defesa civil e programas de ajuda humanitária, que dispusesse, por exemplo, de 10 milhões de reais doados por um “ganhador de loterias”, como poderia fazer dessa quantia seu meio de financiamento para custear despesas ordinárias mensais (salários, aluguel, serviços de terceiros, MEI’s, Água, Energia, Internet, etc.) e as aplicações no desenvolvimento de seus produtos, como, a título de exemplo, mini-turbinas eólicas e hidráulicas, botes salva-vidas, modulados para abrigos emergenciais, etc. ??!?

  4. Olá ! Gostaria de investir meu dinheiro mas não faço ideia onde posso aplicar , talvez comprar um imóvel ou investir em ações , deixar render no banco ! Mas eu pesquisei um pouco e acho que comprar imóvel seria uma melhor opção pelo fato da sua valorização e da renda mensal de aluguel , seria melhor comprar 4 de 250 ou 1 de 1 milhão ?

    1. Victor, tudo bem? Eu costumo achar uma melhor opção o investimento em fundos imobiliários quando se trata de renda mensal atrelada ao mercado imobiliário. Mas hoje há varias opções interessantes para o seu perfil. Te enviei um e-mail para seguirmos a conversa por lá 🙂 abraços

  5. Gustavo!
    Estou super precisando de um help pra investir 2 milhões e ter uma renda através desse investimento por um tempo. Não tenho muita experiência com investimentos e já li muita coisa, mas rola uma grande insegurança. Podemos conversar? Obrigada, Carol

    1. Oi, Carol! Tudo bom? Desculpa a demora, acabei me passando aqui no seu comentário. Enviei um email, e podemos seguir o papo por lá e telefone, ok? Abraços

  6. Já me aposentei com 4700 pelo Inss continuo trabalhando com minhas economias consegui acumular 1 milhão em LCÀ, a 102% do cai cdi atual 4.15. Resgate de 90dias
    Teria outro investimento melhor, ?tenho 68a casa própria sem dívidas plano saúde 3009 reais eu e a mulher.

  7. Eu tenho 28 anos e tenho minha meta principal de alcançar o primeiro 1MM investido num prazo de 10 anos. Aporte de 3500/mês com uma rentabilidade de 14% a.a mais ou menos. Porem tenhoba seguinte duvida: Caso eu tenho uma outra meta de curto prazo nesse periodo de 10 anos (por exemplo trocar o carro daqui a 3 anos).. como eu faço para organizar meus investimentos sem que a minha meta de curto prazo “prejudique” a minha meta de longo prazo (1MM em 10anos)? Ou não é possível?

    1. Oi, André! Essa taxa de retorno é arrojada e condizente com o investimento em ações e fundos de ações. De qualquer forma, considerando não só essa meta intermediária mas reservas de oportunidade e melhor eficiência da carteira em qualquer prazo, eu provavelmente montaria um portfólio com 30% em renda fixa (reserva de emergência de 6 meses de custo de vida + fundos de crédito privado + fundos de debêntures incentivadas), 30% em multimercados de diferentes tipos (proteções, macro, quant, long & short e descorrelacionados em geral) e 40% em ações (fundos long only e long biased BR e exterior).

  8. Oi Gustavo.. Estou precisando de uma orientação pra investir 1,5 milhão e ter uma renda no futuro (em 10 anos +-) desse investimento. É minha primeira experiência com investimentos, passei horas lendo diferentes artigos na internet, mas continuo inseguro em escolher o melhor caminho. Poderia me orientar? Obrigado.

    1. Oi, Hevertton! Tudo bom? Te mandei um email 🙂 Posso ajudar sem dúvida. Vamos organizar esse portfólio! Abração

      Fico à disposição por email ou por telefone, no 51 999999098

      abraços

    2. Oi, Hevertton. Tudo bom? O primeiro passo você está dando: buscar conhecimento. Ler e passar horas lendo artigos na internet pode até ser cansativo, mas é essencial para seguir em frente. Na verdade, o mercado financeiro é bastante complexo para quem olha de fora e começa a se aproximar aos poucos dos conceitos, termos técnicos, ideias e teorias que permeiam essa área.

      Depois dessa primeira exposição à realidade dos investimentos, acho que vale a pena este insight: olhe sempre para os seus investimentos como um todo, como um portfólio, e não como ativos isolados. Fundos multimercado, títulos de renda fixa, ações, fundos imobiliários… Todos podem funcionar melhor em conjunto do que separados. Se você se concentrar apenas em um tipo de ativo, sem uma verdadeira diversificação, vai ter um resultado pior do que se buscar uma solução que contemple diferentes estratégias, prazos, volatilidades, riscos e liquidez.

      Um resumo do cenário atual: com juros subindo, pressões fiscais, incertezas políticas no Brasil, Estados Unidos ameaçando reduzir a liquidez global com a diminuição do seu programa de recompra de títulos e com possível subida de juros por lá em 2022 ou 2023, não se sabe até onde a Selic e o juro longo brasileiro vão.

      De olho nesse cenário de 2022, tenha cuidado ao se expor demais a títulos muito longos prefixados e até aos títulos vinculados ao IPCA. Talvez haja momentos com oportunidades ainda melhores logo à frente. (Lembrando: quando as incertezas aumentam, os juros sobem, e o valor de mercado dos títulos antigos cai.)

      No cenário atual, na minha opinião, estão atraentes os fundos de renda fixa de crédito privado, os títulos pós-fixados, os fundos multimercado macro que investem bem nas curvas de juros e alguns títulos bancários (LCI e LCA) de médio prazo vinculados ao IPCA.

      Em termos de ações, vale a pena manter uma certa exposição por meio de fundos long only e long biased, porque há empresas bastante descontadas.

      Com o valor mencionado, faz muito sentido também expor parte do portfólio a moedas mais fortes, por meio de fundos multimercado e de ações no exterior.

      Para ajudar mais, eu teria que entender melhor o seu perfil.

      Se quiser, pode me mandar uma mensagem no Whats (51 999999098). Sou assessor de investimentos na DOC, um escritório vinculado ao BTG Pactual. Por lá, posso filtrar e apresentar aqueles produtos financeiros que mais fazem sentido para seu objetivo de 10 anos.

      Abraços

  9. Boa tarde Gustavo !
    Preciso de uma orientação para investir R$ 750.000,00; hoje esse valor esta investido em vários CDB’S, fundos renda fixa (pré e pós fixado), um pouco em ações e etc… o problema é que a carteira até 31/08 rendeu 4,30%; muito pouco !!! Gostaria de reorganizar a carteira a fim de buscar 12 a 14% ao ano. Pode me ajudar?

    1. Oi, Fernando. Tudo bom? Com certeza, posso ajudar 🙂 Vou te enviar um e-mail para começarmos a nossa conversa. Qualquer coisa, estou à disposição também no whats ou tel 051999999098

  10. Boa tarde,
    Dúvida: Investir 1 milhão em imóveis e alugar por temporada com renda mensal menor + a evolução patrimonial
    OU escolher o CDB a 12% ao ano, (C6, em 5 anos) o que dá bruto 1% mês.

    A primeira opção o imóvel EVITARIA que o dinheiro perdesse valor real, mas teria renda mensal menor com aluguel. E a segunda opção, o uso da rentabilidade mensal DEIXARIA COM O TEMPO o dinheiro aplicado menor do que quando entrou.

    1. Olá, João. Tudo bem?

      Na minha opinião, este é um momento inadequado para travar partes muitos grandes do portfólio com rentabilidades prefixadas, porque estamos em um momento de elevação de juros, preocupação com fiscal, inflação e cenário macro BR e Exterio para o ano que vem.

      Deixando esse aspecto de lado e considerando o objetivo de renda mensal, fundos imobiliários ofereceriam maior diversificação, liquidez e retorno, na minha opinião, com rendimentos isentos de Imposto de Renda. Também há hoje opções de renda fixa (CRIs, CRAs e debêntures) com taxas altas oferecendo rendimentos semestrais e trimestrais, alguns vinculados ao IPCA.

      De qualquer forma, o ideal é analisar sua carteira como um todo e montar um portfólio completo, estudando correlações, objetivos e necessidades de liquidez.

      Se quiser conversar, fico à disposição 🙂 051999999098

  11. Olá, minha duvida acho que seja a mesma de muitas pessoas que pensam em investir o seu dinheiro.
    Como encontrar um profissional para gerir meus investimentos no mercado financeiro e confiar o meu capital a essa pessoa?
    Como ter a certeza que não vou esta entregando meu suado dinheiro nas mãos de uma pessoa que pode sumir com parte do meu dinheiro ou até com ele todo?

    Levando em consideração que eu seja totalmente leigo quando se fala em investimentos de risco ou não…

    1. Oi, Luiz César. Tudo bem? Acredito que esse seja, de fato, um grande desafio: encontrar pessoas confiáveis e capacitadas para auxiliar na gestão dos investimentos. Uma maneira de garantir um atendimento de qualidade é conversar com um assessor de investimentos de escritório vinculado ao BTG. Esse é o meu caso 🙂 Se quiser, podemos conversar sobre o trabalho, investimentos e como construir um portfólio diversificado e seguro para o cenário atual. Estou à disposição por Whats: 051999999098

  12. Ola,
    Preciso de sua ajuda…
    Tenho 800.000,00 de poupanca.
    Tenho 60 anos, nao tenho nenhuma aposentadoria e gostaria de parar de trabalhar.
    O que voce aconselha de investimento, para que eu tenha uma renda mensal para sobrevivencia. Sou sozinho e moro em casa propria.
    Sempre penso na possibilidade de imoveis para locacao. O que voce recomenda?
    Aguardo.
    Obrigado.

    1. Oi, Álvaro. Tudo bom? Posso ajudar, certamente. Me aciona no Whats, por favor? 051999999098

      Eu não aconselharia um investimento apenas, e sim a criação de um portfólio com base no seu objetivo de renda e preservação de patrimônio. Há muitas alternativas interessantes no cenário atual. No caso do investimento em imóveis, prefiro muito mais a opção dos fundos imobiliários, que oferecem maior diversificação, praticidade, liquidez e rendimentos mensais isentos de Imposto de Renda.

      Abraços

    1. Oi, Washington. Tudo bem? Com um portfólio desse tamanho, dá para fazer muita coisa. Dá para montar uma carteira administrada de ativos isentos de IR, dá para ter fundo exclusivo de ações, investimentos no exterior, aproveitar crédito corporativo de diferentes tipos, etc. Não teria como montar sua carteira por aqui, por falta de informações, mas posso te ajudar se me acionar no Whats 🙂 051999999098

  13. Olá Gustavo, tenho 41 anos e 1 milhão para investir pensando na aposentadoria, minha e da minha esposa, fundos imobiliários , LCI e LCA são bons investimentos para esse caso?
    O quê você sugere?
    Obrigado
    Abraço

    1. Olá, Leonardo. Tudo bem?

      Fundos imobiliários são interessantes para obter renda mensal isenta de Imposto de Renda e para se expor ao mercado imobiliário de forma diversificada e prática, com alta liquidez.

      LCA e LCI são investimentos de renda fixa também isentos de Imposto de Renda e podem ser pós-fixados (atrelados ao CDI, que na prática é a Selic), prefixados (taxas predeterminadas no momento da contratação) e taxas híbridas, com vinculação a um índice (IPCA) + taxa prefixada.

      Todas essas alternativas são interessantes e podem constar no seu portfólio para multiplicar o patrimônio até a aposentadoria, mas, para determinar o percentual de cada um na carteira e a adição de outros ativos, seria importante conhecer melhor o seu perfil.

      Esse tipo de trabalho eu faço como assessor de investimentos em um escritório vinculado ao BTG Pactual.

      Se você tiver interesse, estou à disposição no 51 999999098

  14. OLA GUSTAVO!
    GOSTARIA DE MONTAR UM PERFIL PARA UM INVESTIMENTO INCIAL DE R$ 5.000.000 MM NAO SEI POR ONDE COMEÇAR TENHO RECEBIDO VARIAS ORIENTAÇOES MAIS NAO TIVE SEGURANÇA EM REALIZAR! PODE ME AJUDAR?

    1. Oi, Bruno. Tudo bem?

      Claro, posso te ajudar.

      Sei como é difícil confiar e encontrar profissionais que transmitam toda a segurança necessária para esse tipo de relação tão sensível e importante para o investidor.

      Se quiser conversar, sem compromisso, para entender como funciona o nosso trabalho, me aciona por Whats. O telefone é 51 999999098.

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