O que é um fundo de investimento em urânio (e de onde vem essa tese)

Gustavo Heldt

Afinal, o que é um fundo de investimento em urânio?

Se você tem ouvido sobre o tema mas não sabe de onde surgiu essa ideia, você chegou ao lugar certo.

Aqui vamos tratar do que é um fundo de investimento em urânio, qual é a tese por trás dessa história e como você pode começar a investir de uma maneira prática e rápida.

Interessado? Siga a leitura.

O que é um fundo de investimento em urânio

Fundo de investimento em urânio é um produto financeiro que investe em ativos relacionados ao urânio, um tipo de metal radioativo usado primordialmente na produção de energia nuclear. 

É possível se expor à commodity por meio de fundos abertos, ETFs (fundos de índice) ou ações de empresas mineradoras de urânio.

De abril de 2020 a fevereiro de 2021, o urânio mais do que dobrou de preço no mercado internacional. 

O interesse dos investidores pelo metal tem explicação: o crescimento da demanda por energia limpa, tendência ancorada pela necessidade de adoção de uma matriz energética de baixo carbono.    

Estima-se que a energia nuclear seja responsável por 10% do fornecimento global, percentual que deve crescer nos próximos anos. 

Tese dos fundos de investimento em urânio

A tese dos fundos de investimento em urânio se baseia na energia limpa e na mobilidade elétrica, temas amplamente discutidos com a popularização dos princípios ESG. 

Quando comparada às fontes tradicionais de energia, principalmente baseada em combustível fóssil, a energia nuclear é considerada limpa, pois não emite gases tóxicos. 

O processo de produção por fissão nuclear só se torna um problema se houver acidentes, como explosão de reatores e vazamento de lixo nuclear.

Mas desde o desastre de Chernobyl, a tecnologia avançou muito no sentido de garantir operações mais seguras e eficientes para a geração de energia com base no urânio.

Empresas como a TerraPower, de Bill Gates, estão investindo em pesquisas para aperfeiçoar a segurança e a produtividade dos reatores nucleares.

A tendência é de que a demanda por energia limpa cresça em escala global nos próximos anos, seja pelo aumento da frota de veículos elétricos, seja pela transição para uma economia menos poluente. 

Como commodity, o urânio não é uma fonte inesgotável de recursos, assim como outros recursos naturais. 

Logo, se houver um aumento na demanda, a tendência é de que haja também um aumento significativo nos preços. 

Trata-se, portanto, de um investimento descorrelacionado das bolsas de valores, principalmente a bolsa brasileira, o que o torna uma alternativa de diversificação do portfólio.

Exemplo de fundos de investimento em urânio

Dá para investir na commodity sem sair do Brasil por meio de alguns fundos de investimento em urânio, como os exemplificados a seguir:

Vítreo Urânio FIM

Pioneiro no segmento por aqui, o fundo Vítreo Urânio FIM, lançado em janeiro de 2021, está disponível a todos os investidores

Por meio de swaps de ETFs negociados nas bolsas americanas, o fundo investe indiretamente em empresas que atuam na extração do urânio. 

A partir de R$ 100,00, já é possível investir no fundo, que é gerido pela Vítreo e administrado pelo BTG Pactual Serviços Financeiros

Até novembro de 2021, o Vídeo Urânio FIM acumulava rentabilidade de 62,8%.

Observação: Rentabilidade passada não é garantia de retorno futuro.

Warren Green FIA BDR Nível I

O fundo de ações ESG da Warren não investe exclusivamente em urânio, mas tem exposição importante à commodity. 

Seu portfólio é composto por 70% de ações brasileiras, 20% de ações e ETFs estrangeiros e 10% de BDRs

Em 2021, o Warren Green adotou o urânio como “um segundo carro-chefe”, expondo parte do patrimônio diretamente no exterior por meio do ETF URNM.

Fundado em outubro de 2019, apresenta rentabilidade acumulada de 62,9% (novembro de 2021). 

Lembre-se: os dois fundos de investimento citados aqui não recomendação de investimento, e sim convites à educação financeira.

Antes de investir, faça o dever de casa, investigue a fundo os produtos financeiros nos quais você está de olho e converse com seu assessor ou consultor de investimentos.

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Gustavo Heldt

Gustavo Heldt

Gustavo Heldt é jornalista, especialista em investimentos, assessor e entusiasta de bons fundos e gestores.

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