Investimento para reserva de emergência: qual é o mais indicado?

Gustavo Heldt

O melhor investimento para reserva de emergência não é aquele mais rentável, e sim o mais seguro e líquido no curtíssimo prazo.

Esse é um lembrete importante para sua jornada de investidor.

A seguir, vou explicar por que é essencial contar com algum investimento para reserva de emergência e como estruturar essa aplicação para que ela se torne um verdadeiro colchão em momentos de apuros.

Investimento para reserva de emergência: qual é a importância?

O investimento para reserva de emergência deve ser a primeira etapa na jornada de todo investidor. 

Trata-se daquela quantia em dinheiro reservada para pagar as despesas básicas em casos de perda do emprego, doença na família ou algum outro infortúnio. 

Não há uma regra para o tamanho do investimento em reserva de emergência. Depende da previsibilidade de renda de cada um. 

A reserva de um profissional autônomo, que nunca sabe quanto vai receber no fim do mês, certamente deve ser maior do que a de um servidor de carreira. 

Alguns especialistas recomendam que o investimento em reserva de emergência seja o suficiente para pagar pelo menos seis meses do custo de vida do investidor.

Mas se puder ser maior, melhor. 

Significa que você terá mais tempo e tranquilidade para lidar com as situações inesperadas e reconduzir sua situação financeira à normalidade.

4 Investimentos para reserva de emergência

O principal objetivo do investimento para reserva de emergência não é aumentar o patrimônio, mas suprir as necessidades diante de algum imprevisto. 

Portanto, a liquidez é mais importante do que a rentabilidade. 

A seguir, confira algumas opções de investimento.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic, título do Tesouro Direto que acompanha a taxa básica de juros, é uma alternativa prática e segura para a composição da reserva de emergência.

O dinheiro rende de acordo com a taxa Selic e o investidor pode fazer resgates a qualquer momento sem risco de perdas.

Desde setembro de 2021, os resgates do Tesouro Direto solicitados até as 13 horas dos dias úteis são creditados na conta no mesmo dia. 

Fundo Tesouro Selic taxa zero

Um fundo Tesouro Selic taxa zero também é uma ótima opção para o investimento em reserva de emergência. 

As aplicações seguem a variação da taxa Selic, mas com algumas diferenças como, por exemplo, a inexistência da suspensão de negociação. 

O Tesouro Direto às vezes suspende a negociação quando há algum estresse no mercado que causa alta volatilidade nas taxas de juros futuros. 

No fundo Tesouro Selic, isso não acontece e o seu dinheiro está sempre disponível quando você precisar. 

CDB de liquidez diária

Os CDBs de liquidez diária podem fazer parte das opções de investimento em reserva de emergência, desde que paguem pelo menos 100% do CDI (a taxa gêmea da Selic). 

É importante atentar-se à solidez do banco que emite o CDB, por mais que o investimento seja assegurado pelo FGC em caso de insolvência.

Afinal, ninguém quer correr o risco de ficar sem acesso ao dinheiro em caso de problemas com o banco emissor até que todo o processo junto ao FGC seja finalizado.

Fundo DI

Um fundo DI visa acompanhar o desempenho da taxa DI (ou taxa CDI), usada como referência para diversos ativos de renda fixa, como os CDBs. 

Também pode servir como investimento em reserva de emergência, desde que não seja um fundo predominantemente de crédito privado (dívidas de empresas que carregam risco de crédito)

Fundos DIs que investem preferencialmente em títulos públicos são mais seguros nesse aspecto.

Investimentos depois da reserva de emergência

Com o investimento em reserva de emergência consolidado, o próximo passo é buscar opções mais rentáveis para o portfólio.  

Agora você pode priorizar a rentabilidade do seu patrimônio no longo prazo, mesmo que precise abrir mão da liquidez em alguns momentos. 

Respeitando seu perfil de investidor, estruture um portfólio diversificado conforme seus objetivos, com espaço para renda fixa e variável.

Para isso, visualize seu portfólio em camadas ou caixinhas, com diferentes níveis de volatilidade e liquidez.

Nessa divisão, você pode contar com fundos de renda fixa para prazos de 1 ano, por exemplo, fundos multimercado para prazos a partir de 3 anos e fundos de ações para prazos ainda mais longos.

Essa é apenas uma ideia básica de divisão, mas dá uma noção importante de como você pode começar a estruturar seu portfólio.

Além desses prazos, que se relacionam diretamente à volatilidade dos fundos e ativos, você deve mirar também o nível de correlação entre eles, a fim de garantir uma eficiência maior da carteira.

Para isso, conte com o auxílio de casas de research e de um bom assessor de investimentos.

Gostou das dicas para o seu investimento para reserva de emergência?

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Gustavo Heldt

Gustavo Heldt

Gustavo Heldt é jornalista, especialista em investimentos, assessor e entusiasta de bons fundos e gestores.

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