Fundos de Previdência Privada – Guia Para Investir em 2022

Gustavo Heldt

Os fundos de previdência privada já foram vistos como vilões dos investidores.

Mas o jogo virou: hoje esse produto oferece inúmeras vantagens para quem quer investir para o longo prazo, pensando em retornos altos, segurança para o futuro e sucessão patrimonial.

Acredite: os tempos de baixa rentabilidade, taxas altas e carteiras monótonas podem ficar para trás, desde que você busque alternativas que façam sentido para o seu perfil, normalmente longe dos bancões tradicionais.

Os bancões, que engessavam os fundos de previdência privada e cobravam altas taxas por produtos medíocres, não são os únicos responsáveis pela má fama.

As normas de funcionamento desse tipo de investimento limitavam demais a capacidade e escopo de atuação dos gestores.

Felizmente, a nova previdência privada veio para mostrar que é possível combinar segurança, rentabilidade, investimento em longuíssimo prazo e diversificação.

Na prática, ela pode ser uma arma poderosa no seu processo de acumulação de patrimônio, preparação para a aposentadoria e sucessão patrimonial.

Neste post, vou mostrar por que os fundos de previdência privada merecem sua atenção e (por que não) um lugar de protagonismo no seu portfólio de investimentos.

Leia com atenção e explore as oportunidades.

Fundos de previdência privada no planejamento patrimonial

Os fundos de previdência privada são aliados no planejamento do seu futuro financeiro.

Projetar como o seu patrimônio será gerenciado, multiplicado e transmitido aos seus herdeiros é um passo essencial para garantir uma vida próspera.

Chamamos esse processo de planejamento patrimonial: um conjunto de estratégias que permitem otimizar a gestão do seu dinheiro em curto, médio e longo prazo.

O objetivo é proteger seus bens e ativos, maximizar a rentabilidade dos seus investimentos e assegurar uma sucessão sem burocracia no futuro.

Pensando em um horizonte de longuíssimo prazo, os fundos de previdência privada são uma ótima opção para garantir sua tranquilidade na aposentadoria e proporcionar uma transferência de patrimônio segura e econômica.

Mas é provável que você fique desconfiado só de ouvir falar nesse investimento, que também é conhecido como previdência complementar, fundo de previdência ou plano de previdência.

Eu entendo essa resistência, pois, por muito tempo, a previdência privada foi vista como uma inimiga das carteiras de investimentos.

O produto já foi sinônimo de baixa rentabilidade, taxas caríssimas e portfólios pouco atrativos, em um tempo em que os grandes bancos (os bancões) monopolizavam esses fundos e a regulamentação não ajudava em nada.

Mas, felizmente, isso mudou.

Se você acha que os fundos de previdência privada não valem a pena, minha missão é convencê-lo(a) do contrário nos próximos tópicos.

Fama dos fundos de previdência privada

Vamos começar entendendo por que os fundos de previdência privada ganharam essa má fama e ficaram de fora dos portfólios de investidores por tanto tempo.

Basicamente, esse produto foi injustiçado pelos bancões, que costumavam indicar fundos de previdência com baixo retorno, pouca diversificação e taxas caras.

Muitas vezes, os gerentes empurravam a previdência privada para os clientes apenas para bater suas metas, enquanto os bancos lucravam muito com os portfólios de baixa complexidade e taxas abusivas.

A famosa taxa de carregamento, que está caindo em desuso, era cobrada a cada aporte (taxa de entrada) e resgate (taxa de saída).

Já as taxas de administração podiam alcançar facilmente os 5% em portfólios de renda fixa — um valor injustificável para ativos de baixo risco e fáceis de gerenciar.

Além disso, os fundos de previdência privada sofriam com uma regulamentação que não permitia a aplicação em diversos produtos financeiros, dificultando a diversificação do portfólio.

Todos esses fatores tornaram a previdência privada pouco atrativa e associada a carteiras conservadoras e altamente concentradas.

Mas o cenário começou a mudar com a Reforma da Previdência de 2019, que tornou a aposentadoria pública ainda mais incerta com a exigência da idade mínima e um novo cálculo que reduz o valor do benefício.

Outro fator que contribuiu com a mudança dos fundos de previdência privada foi a queda histórica da Taxa Selic, que chegou a 2% ao ano em 2020, expondo a baixa rentabilidade dos fundos previdenciários de renda fixa.

Antes, muitos investidores não se davam conta do quão ruins eram os resultados dos planos previdenciários, justamente porque os juros estavam em alta.

Com o aumento da procura pelo produto como alternativa à aposentadoria pública e queda da Selic, ficou evidente o descaso dos bancões com a previdência privada.

Nesse cenário, foi preciso reinventar a previdência complementar para atender às demandas de investidores, aumentar a competitividade e criar um produto de longo prazo que realmente garanta recursos para o futuro.

A seguir, você vai conhecer a nova previdência, seus fundos e entender por que ela se tornou uma grande oportunidade de investimento.

A nova previdência privada

Agora que você sabe de onde vem a má fama dos fundos de previdência privada, está na hora de desconstruir essa imagem e entender como esse produto mudou para melhor.

A seguir, resumo os principais pontos que mostram a revolução dos fundos previdenciários no Brasil:

Regras mais sofisticadas para os fundos

A regulamentação dos fundos previdenciários pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem evoluído para acompanhar as novas demandas do mercado.

A cada avanço, surgem novas opções para investidores que querem um portfólio diversificado para construir patrimônio em longo prazo.

Para você ter uma ideia, até 2002, os fundos de previdência privada só podiam investir em títulos públicos (até 100%) e em ações (até 50%).

A partir de 2015, com a chegada da Resolução CMN 4.444, a previdência privada ganhou liberdade para aplicar em títulos públicos, crédito privado, renda variável, fundos imobiliários e ativos sujeitos à variação cambial, além de ser autorizada a cobrar taxa de performance.

Isso permitiu maior diversificação nas carteiras dos fundos e maior competitividade entre gestores.

Desempenho superior

Mesmo no cenário desafiador que a pandemia e a recessão causaram, muitos fundos de previdência se saíram bem.

Fundos de renda fixa

O ARX K2 Previdência, que investe em títulos de renda fixa atrelados à inflação, teve rentabilidade de 6,41% em 2021 (145% do CDI) e 14,41% em 2020 (523% do CDI).

O Capitânia Credprevidência ICATU, que investe em títulos pós-fixados e mantém parcela pequena em fundos imobiliários, teve rentabilidade de 6,76% (153% do CDI) em 2021 e 4,12% (149% do CDI) em 2020.

Fundos de renda variável

O fundo multimercado Vinland Macro Previdenciário teve retorno de 6,64% (150% do CDI) em 2021 e 8,26% em 2020 (300% do CDI).

O fundo de ações Trígono 70 Previdência (70% ções e 30% renda fixa) teve retorno de 18,71% (423% do CDI ) em 2021 e 7.38% em 2020 (268% do CDI).

Esses fundos são apenas exemplos de grandes gestores independentes que oferecem versões de alta qualidade do seus produtos para a previdência privada.

Maior concorrência de distribuidores de previdência

Com mais liberdade na composição dos fundos previdenciários e aumento da procura pelo produto, a previdência privada deixou de ser monopolizada por bancões e o mercado se abriu para novos distribuidores.

Segundo relatórios de mercado da ANBIMA publicados na XP, em 2015 havia somente 56 gestoras atuando na gestão de fundos de previdência sendo que ao final do ano de 2020 havia mais de 125 gestoras atuando nesse nicho.

Esse aumento da concorrência no mercado também contribuiu para reduzir a taxa de administração dos produtos, que hoje gira em torno de 1%.

Maior oferta de gestores de fundos de previdência

Com mais gestores qualificados no mercado de fundos previdenciários, o investidor tem muito mais opções de estratégias para aplicar seu dinheiro.

A cobrança da taxa de performance também reflete na qualidade da gestão, pois o desempenho atrelado a um benchmark torna o setor mais competitivo.

Crescimento do mercado

Durante a pandemia do novo coronavírus, os fundos previdenciários atingiram a marca de R$ 1 trilhão em patrimônio, com captação de mais de R$ 40 bilhões líquidos em 2020, conforme dados da Anbima publicados no Uol.

Ao todo, mais de 13 milhões de brasileiros possuem um plano de previdência privada, ou 6,5% da população, de acordo com dados da Fenaprev publicados na Agência Brasil.

Entre os anos de 2020 e 2021, a procura pela contratação do serviço cresceu 16% em todo o país, enquanto o número de fundos disponíveis aumentou 20%, chegando a 2.088.

Crescimento da renda variável

O investidor passou a confiar na previdência privada e a topar riscos maiores, refletindo no aumento dos fundos de ações, multimercados e balanceados, que investem parte da carteira em Bolsa e outros ativos de renda variável.

Ao todo, esses produtos captaram R$ 61 bilhões líquidos entre março de 2020 e março de 2021, compensando com folga as saídas de fundos de renda fixa, que tiveram saques de R$ 20,9 bilhões, conforme dados publicados no Uol.

Isso mostra claramente a tendência da diversificação de estratégias dos fundos de previdência privada, atendendo à demanda do investidor por produtos com maior potencial de retorno em longo prazo.

Vantagens dos fundos de previdência privada

Já deu para perceber que a nova previdência privada é muito mais vantajosa para o investidor, certo?

Acompanhe alguns motivos para aproveitar esse investimento:

Eficiência tributária

A eficiência tributária é um dos pontos fortes dos fundos de previdência privada, pois nenhum outro fundo de investimento oferece benefícios fiscais semelhantes.

Para entender essas vantagens, você precisa saber que existem dois tipos de fundos de previdência com regras tributárias diferentes:

  • PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre): permite que os aportes mensais sejam abatidos anualmente da base de cálculo do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) até o limite de 12% da renda tributável. Por outro lado, o IR incide sobre o total investido (aportes + rendimentos)
  • VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre): o IR é cobrado somente sobre os rendimentos do fundo no momento do resgate, mas não é possível abater os aportes na declaração anual.

Além disso, o investidor pode escolher entre duas tabelas de tributação:

  • Tributação regressiva: as alíquotas diminuem conforme o tempo de aplicação, partindo de 35% até 2 anos de aplicação e chegando a apenas 10% acima de 10 anos no plano (quanto maior o tempo do investimento, menor o imposto)
  • Tributação progressiva: as alíquotas aumentam conforme o valor resgatado (de zero a 27,5%), seguindo a mesma tabela do IR aplicada aos salários.

Nenhum outro fundo oferece essas possibilidades, que se adequam a diferentes realidades e favorecem o planejamento tributário do investidor.

Por exemplo, se você faz a declaração completa do IR, aplica até 12% da renda em previdência e reinveste valores economizados em impostos anualmente, o PGBL é uma excelente escolha.

E se pretende deixar os valores investidos por mais de 10 anos, terá a vantagem exclusiva da alíquota de 10% da tabela regressiva no momento do resgate.

Além disso, os fundos de previdência privada não têm o temido come-cotas — antecipação obrigatória do IR que pode abocanhar até 20% dos rendimentos a cada seis meses.

Sucessão patrimonial

Não há nada pior do que enfrentar um inventário burocrático e custoso na hora de transmitir o patrimônio a herdeiros.

Para você ter uma ideia, o custo com advogado e impostos no processo chega a 10% do patrimônio — um valor abusivo.

Felizmente, os planos de previdência privada têm a vantagem de não integrar o espólio como herança, facilitando — e muito — a sucessão patrimonial.

Com um plano previdenciário, você poderá indicar os beneficiários que quiser para receber os recursos no futuro, definindo livremente as porcentagens recebidas por cada um deles (sejam parentes ou não).

Além disso, o patrimônio aplicado no fundo é isento de ITCM (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) na maioria dos estados brasileiros.

Estratégia multifundos

Se você busca uma estratégia multifundos, saiba que a previdência privada moderna permite que você combine diferentes fundos de investimentos e estratégias em um único invólucro.

Ou seja: você pode investir em um único produto que reúne múltiplos fundos de previdência.

Isso permite que você invista em ativos de renda fixa e variável com maior flexibilidade, sem segregar o patrimônio aplicado na previdência privada.

Maleabilidade

Imagine que você investiu em fundos previdenciários de renda variável por conta da Selic em baixa, mas agora, com a disparada dos juros e o cenário político, queira realocar recursos na renda fixa para reduzir a volatilidade e aproveitar a oportunidade.

Esse movimento é muito simples de ser realizado com uma estratégia multifundos: basta transferir recursos entre diferentes fundos de sua seguradora com rapidez e praticidade — e sem custos extras ou cobrança de IR.

Assim, você pode recalibrar seu portfólio sempre que sentir necessidade e identificar oportunidades no mercado, com total flexibilidade.

Portabilidade

Além de ter a opção de transferir recursos entre diversos fundos de previdência privada, você também pode migrar seu patrimônio para outra seguradora, se achar vantajoso.

Isso porque a portabilidade entre planos previdenciários é gratuita e não afeta seu tempo de contribuição ou cobrança de Imposto de Renda.

Ao migrar de seguradora, seu tempo de aplicação será transferido para o novo plano e o movimento não será considerado um resgate.

Mas atenção às regras: a migração deve ser feita entre planos da mesma modalidade (é impossível trocar de VGBL para PGBL, por exemplo) e durante o período de acumulação (e não de recebimento da renda).

Apenas para esclarecer: os planos de previdência complementar são divididos entre uma fase de acumulação (realização dos aportes) e outra fase de usufruto, na qual você escolhe como quer receber o dinheiro investido (renda vitalícia, renda temporária, regaste parcial ou total, etc.).

A única mudança que pode ser feita no caso da portabilidade é da tabela de tributação progressiva para a regressiva (o movimento contrário não é permitido).

Variedade de gestores e estratégias

Hoje, os maiores gestores do mercado oferecem fundos de previdência privada com as mais diversas estratégias — inclusive a possibilidade de alocar até 100% do patrimônio em ações (para investidores qualificados).

Existem planos de previdência que investem em títulos públicos, juros, crédito privado, ações, multimercado, câmbio, derivativos e muito mais.

Cada vez mais, os players do mercado têm investido em fundos diversificados para atrair investidores de todos os perfis — e não somente os conservadores e moderados.

Segurança

Outra vantagem que os fundos de previdência privada traz para o investidor é a segurança.

Afinal, você precisa confiar 100% no investimento que vai garantir seu futuro e o futuro de seus herdeiros, certo?

Para começar, a previdência complementar é regulamentada e fiscalizada pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados): um braço do Ministério da Economia que controla o mercado privado de seguros e previdências.

Esse órgão acompanha de perto a situação econômico-financeira das seguradoras, de modo que qualquer indício de dificuldade nas finanças pode justificar um processo de intervenção.

Nesse sentido, a SUSEP pode facilitar a aquisição ou fusão de seguradoras em crise com outras empresas mais saudáveis financeiramente, por exemplo.

O órgão também estabelece regras bastante rigorosas para a previdência privada, como restrições de alocação maiores do que em outros produtos financeiros (Ex: limite de alocação por tipo de ativo, por emissor, por categoria, etc.).

Isso evita que resultados negativos dos fundos de previdência afetem muito o investidor — principalmente em casos de concentração excessiva em um único produto.

Além disso, se por um acaso a seguradora da sua previdência privada falir, ela não tem o mesmo direito de empresas comuns de se livrar de obrigações imediatas. 

Muito pelo contrário: a empresa deverá ressarcir clientes e credores sem possibilidade de argumentação.

Mas, para evitar que a seguradora chegue a esse ponto, a SUSEP também exige que as instituições que oferecem fundos de previdência privada contem com um valor mínimo de reserva financeira para operar com esse tipo de produto.

Ou seja: as previdências complementares possuem diversos mecanismos de proteção para manter os direitos dos segurados.

Nenhum outro investimento oferece tantas garantias e normas para a minimização de riscos.

Como investir em fundos de previdência privada

Agora que você conhece os diferenciais dos fundos de previdência privada, já pode entender o processo de investimento para fazer seus primeiros aportes

Vem comigo que eu explico:

Pesquise instituições financeiras e seguradoras

O primeiro passo para investir em previdência privada é encontrar uma instituição financeira ou seguradora da sua confiança.

No Brasil, os maiores fundos previdenciários são geridos por grandes nomes do mercado como BrasilPrev, Bradesco, Itaú Prev e Porto Seguro.

Mas é importante notar que nem sempre as previdências privadas com melhores resultados estão nessas instituições.

Logo, é importante escolher instituições não apenas pelo renome no mercado, mas também por questões de estratégia, desempenho e inovação.

Se você tiver dúvida sobre a confiabilidade de um plano previdenciário, basta conferir se ele é autorizado pelo SUSEP neste link.

Vale também dar uma olhada na performance dos fundos a partir do banco de dados do órgão.

Conte com um bom assessor de investimentos

Nada substitui a orientação de um bom consultor ou assessor de investimentos na hora de ajudar a escolher seus fundos de previdência privada.

Afinal, você terá que considerar a performance, grau de risco, regras para aportes e resgates, taxas cobradas, prazo de cotização, composição da carteira, benchmark utilizado como referência, formas de recebimento da renda no futuro, entre outros critérios.

Além disso, é fundamental que o produto seja compatível com seu perfil de investidor, levando em conta fatores como sua tolerância ao risco, expectativa de retorno e situação financeira.

O assessor de investimentos terá condições de fazer um diagnóstico preciso da sua realidade e indicar produtos que se adequam perfeitamente aos seus objetivos.

E claro: você terá acesso ao conhecimento de um especialista no mercado financeiro, que já entende como funcionam os fundos de previdência e quais são as melhores oportunidades de acordo com o cenário e o seu perfil.

Se você tiver dúvidas sobre o funcionamento dos produtos, o assessor poderá traduzir os termos complicados e esclarecer cada detalhe sobre a previdência complementar.

Tudo para que você tome a decisão certa e obtenha o retorno esperado com uma carteira equilibrada e diversificada.

Escolha entre fundos PGBL e VGBL

Já expliquei o que é PGBL e VGBL, mas será que você sabe escolher a melhor modalidade de previdência privada?

Obviamente, o melhor produto será aquele que resulta em uma carga tributária menor e aumenta o potencial de retorno do seu investimento.

De modo geral, quem faz a declaração completa do Imposto de Renda se beneficia do PGBL, uma vez que é possível abater os aportes da base de cálculo anual até o limite de 12% da receita total.

Já quem faz a declaração simplificada pode optar pelo VGBL, pois não há necessidade de aproveitar descontos no cálculo do IR.

Mas ainda é preciso analisar o prazo da aplicação e a tabela de tributação escolhida para bater o martelo.

Na dúvida, é melhor consultar um assessor de investimentos  para decidir qual é o plano mais vantajoso para você.

Defina a tabela do Imposto de Renda

Também já mencionei que a previdência privada oferece duas opções de tabelas de tributação do Imposto de Renda.

Temos a tabela regressiva, na qual as alíquotas diminuem em função do tempo de aplicação:

Prazo de acumulaçãoAlíquota retida na fonte
Até 2 anos35%
Acima de 2 anos e até 4 anos30%
Acima de 4 anos e até 6 anos25%
Acima de 6 anos e até 8 anos20%
Acima de 8 anos e até 10 anos15%
Acima de 10 anos10%

E a tabela progressiva vigente em 2021, que é a mesma aplicada aos salários, com alíquotas crescentes em função do valor do investimento:

Base de cálculo AlíquotaParcela a deduzir do IRPF
Até R$ 1.903,98Isento
De R$ 1.903,99 até R$ 2.826,657,5%R$ 142,80
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 15%R$ 354,80
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,6822,5%R$ 636,13
Acima de R$ 4.664,6827,5%R$ 869,36

De modo geral, a tabela regressiva é muito mais vantajosa para quem pretende deixar o dinheiro investido na previdência privada por muitos anos, já que a alíquota pode chegar a apenas 10% a partir de 10 anos de aplicação.

No entanto, quem pretende fazer resgates parciais de valores menores no futuro pode se beneficiar da tabela progressiva, uma vez que saques de até R$ 1.903,98 ficam isentos de IR.

Monte sua estratégia multifundos de previdência

Por fim, eu não recomendo que você limite seus investimentos em previdência privada a um único fundo.

Afinal, a regra de ouro dos investimentos é nunca colocar todos os ovos na mesma cesta, pois uma concentração excessiva de recursos deixa você vulnerável a qualquer resultado negativo da aplicação.

Para diluir os riscos e distribuir seus ganhos, é preciso diversificar — e o mesmo vale para  a previdência complementar.

Ao adotar uma estratégia multifundos, você consegue explorar várias oportunidades de ganhos, alocar recursos em diferentes mercados e reduzir os riscos do seu portfólio.

No longo prazo, essa tática faz toda a diferença para construir patrimônio, ter uma aposentadoria tranquila e garantir os rendimentos que você quer lá na frente.

Próximo passo para sua previdência privada

Se você chegou até aqui, é provável que tenha mudado completamente sua visão sobre os fundos de previdência privada.

Mais do que uma alternativa ao INSS, esse tipo de investimento é uma forma segura, rentável e inteligente de construir patrimônio para o futuro e transmiti-lo às próximas gerações.

Com a abertura do mercado e regras mais sofisticadas, você conta com inúmeros fundos previdenciários para diversificar sua carteira e multiplicar seu dinheiro no longo prazo — dos mais conservadores aos mais arrojados.

Então, se você está disposto a investir no futuro por meio dos fundos de previdência, saiba que tomou uma excelente decisão para a sua vida financeira.

Se quiser apoio profissional e personalizado para encontrar os melhores fundos previdenciários, pode contar com meus serviços de assessoria de investimentos.

Juntos, podemos compor um portfólio sob medida para os seus objetivos e explorar o que há de melhor no mercado.

Se estiver pronto para dar esse passo, vamos conversar.

Até a próxima!

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Referências sobre fundos de previdência privada

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Gustavo Heldt

Gustavo Heldt

Gustavo Heldt é jornalista, especialista em investimentos, assessor e entusiasta de bons fundos e gestores.

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