Fundos de previdência privada: o que são e como investir

Gustavo Heldt

Pensando em investir em fundos de previdência privada?

Então você já está no caminho certo para garantir a independência financeira e superar o teto do INSS na aposentadoria.

Mas antes de ingressar em fundos de previdência privada, você precisa entender como ela funciona, vantagens e cuidados necessários na escolha do plano e regime de tributação.

É o que você vai descobrir ao longo da leitura. Acompanhe.

O que é fundo de previdência privada

Fundo de previdência privada é um investimento que complementa a aposentadoria social e tem como foco a rentabilidade no longo prazo.

Trata-se de uma modalidade de investimento coletivo oferecida por bancos e corretoras de crédito a investidores que buscam uma renda maior no futuro.

Ao ingressar em um fundo, o investidor mantém o seu capital aplicado durante anos, acumulando juros.

Depois, na aposentadoria, pode efetuar o resgate em forma de renda mensal ou de uma única vez.

Por que investir em fundo de previdência privada

A seguir, descubra as principais vantagens de investir em fundos de previdência privada:

1. Gestão profissional

No fundos de previdência privada, a gestão dos recursos é feita por um profissional especializado.

É o gestor que define a estratégia de investimento e destina o patrimônio para os ativos no mercado a fim de obter lucros.

Você, enquanto investidor, só se preocupa em fazer os aportes e acompanhar os rendimentos.

2. Renda extra na aposentadoria

Os fundos de previdência privada são o melhor caminho para garantir renda extra na aposentadoria e não depender do salário do INSS.

Ao contrário da aposentadoria social, a previdência privada não tem teto de renda.

Por isso, a renda no futuro varia conforme o montante aplicado durante os anos de investimento.

Aí, com os lucros da previdência, você garante um conforto maior na aposentadoria e mantém a qualidade de vida sem estresse financeiro.

3. Benefício fiscal no longo prazo

Outra vantagem é destinada a quem investe no longo prazo.

Nos fundos de previdência, é possível chegar a uma alíquota de 10% em aplicações a partir de 10 anos na tabela regressiva do Imposto de Renda.

Essa é a menor alíquota empregada sobre investimentos no Brasil. 

Portanto, você fica com uma parcela maior dos rendimentos no resgate.

4. Segurança do investimento

Também vale mencionar a segurança dos fundos de previdência privada.

Além da gestão profissional, é possível investir em fundos compostos por ativos de renda fixa e variável.

Dessa forma, os rendimentos aumentam devido à renda variável, mas contando com uma proteção da carteira devido aos ativos de renda fixa.

Tenha em mente que o portfólio varia conforme o fundo, e você deve avaliar esse fator antes de investir.

Tipos de fundos de previdência privada

Para aplicar em fundos de previdência privada, é preciso definir o plano na contratação do investimento. A seguir, descubra quais são eles:

VGBL

VGBL é a sigla para Vida Gerador de Benefício Livre.

Nesse plano, o investidor paga Imposto de Renda no resgate apenas sobre os rendimentos do período.

Mas, ao declarar IR, não é possível fazer dedução na contribuição da base de cálculo.

Por isso, o plano VGBL é indicado para investidores que usam o formulário simplificado de declaração de IR. 

PGBL

O Plano Gerador de Benefício Livre permite fazer restituição na declaração de Imposto de Renda até 12% da renda bruta tributável.

Por outro lado, a alíquota incide sobre o valor total do investimento: contribuições e rendimentos.

Dessa forma, trata-se do plano ideal para quem tem renda suficiente para absorver o desconto e usa o formulário completo de declaração.

Como investir em fundo de previdência privada

Agora que você já sabe como funcionam os fundos de previdência privada, confira o passo a passo para investir:

Escolha o regime de tributação

Além do plano, é importante definir o regime de tributação: tabela regressiva ou progressiva.

Na tabela regressiva, as alíquotas diminuem com o tempo, conforme os seguintes parâmetros:

  • Até 2 anos: 35%
  • De 2 a 4 anos: 30%
  • De 4 a 6 anos: 25%
  • De 6 a 8 anos: 20%
  • De 8 a 10 anos: 15%
  • Acima de 10 anos: 10%.

Já a tabela progressiva implica em desconto de 15% de forma antecipada.

Posteriormente, no recebimento da renda, é feito um reajuste com alíquotas entre 0 e 27,5%, de acordo com o valor recebido:

  • Até R$ 1.903,98: Isento
  • De R$ 1.903,99 até R$ 2.826,65: 7,5%
  • De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05: 15%
  • De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68: 22,5%
  • Acima de R$ 4.664,68: 27,5%.

Escolha uma gestora confiável

Outro passo essencial é mapear as gestoras que oferecem planos de previdência no mercado e avaliar a credibilidade delas.

Dessa forma, você garante maior segurança na hora de investir o seu patrimônio. 

Avalie as taxas

Ns fundos de previdência privada, há cobrança de taxas por parte da gestora. 

A taxa de administração é uma cobrança fixa, e além dela pode haver taxa de carregamento e de performance.

Portanto, avalie esse fator antes de investir, já que a cobrança reduz a rentabilidade.

Use um comparador de fundos

Por fim, use um comparador de fundos de investimento para avaliar a rentabilidade e taxas de vários fundos.

Com essa ferramenta online, fica mais fácil visualizar os dados para tomar uma decisão assertiva.

E aí, gostou de conhecer as vantagens dos fundos de previdência privada?

Se as dicas do artigo foram úteis, compartilhe.

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Gustavo Heldt

Gustavo Heldt

Gustavo Heldt é jornalista, especialista em investimentos, assessor e entusiasta de bons fundos e gestores.

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