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Fundos de inflação: o que são e como funcionam (guia 2024)

Os fundos de inflação são uma alternativa para quem deseja alcançar rentabilidade real, com ganho de poder de compra no longo prazo.

Como o próprio nome indica, são fundos de investimento que investem em ativos com rentabilidade atrelada à inflação no país.

Um de seus principais atrativos é justamente a possibilidade de ter lucros superiores a outras aplicações tradicionais de renda fixa.

Mas para investir com segurança, é preciso compreender como funcionam os fundos de inflação e estar disposto a enfrentar o nível de risco que eles oferecem.

Ficou interessado e quer descobrir se o investimento é adequado para o seu perfil? Siga com a leitura e confira.

Consultoria de investimentos

O que são fundos de inflação?

Fundos de inflação são fundos que investem em títulos atrelados à inflação.

Trata-se de um investimento em renda fixa que dá acesso a vários títulos do mercado financeiro por meio de uma aplicação única. 

Na carteira dos fundos, entram apenas títulos de renda fixa que têm desempenho de acordo com o nível de inflação no Brasil, que é medido pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

É o caso dos fundos IMA-B e de Tesouro IPCA, como você verá adiante.

Por estarem atrelados à inflação, os fundos garantem lucros aos investidores mesmo quando a inflação está em alta.

Como todo fundo de investimento, os de inflação são um tipo de aplicação coletiva que reúne investidores cotistas.

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Vantagens dos fundos de inflação

Descubra a seguir as vantagens de investir em fundos de inflação:

Gestão profissional

Nos fundos de inflação, quem fica responsável por alocar o patrimônio e elaborar a estratégia de investimento é um gestor profissional.

Por isso, você só precisa escolher o fundo e investir o capital desejado, sem a necessidade de cuidar diariamente da aplicação.

Devido à gestão profissional, os fundos são indicados para quem não tem tempo de analisar números do mercado constantemente ou não tem experiência com aplicações financeiras.

Baixo investimento inicial

O baixo investimento inicial é outra vantagem dos fundos de inflação.

Ao invés de comprar os títulos separadamente, você tem acesso a todos eles por meio da aplicação em um único fundo.

Nesse caso, a taxa de administração também só precisa ser paga uma vez.

Essa economia representa maior rentabilidade para a aplicação e menor custo para ter acesso a uma carteira diversificada de ativos.

> Leia também: Como investir meu dinheiro de forma segura e rentável?

Rendimentos reais

Nos fundos de inflação, há uma busca por retorno real, isto é, por ganho de poder de compra.

Assim, mesmo um nível de inflação alto não prejudica o desempenho dos cotistas desse tipo de fundo.

Mas há riscos devido à volatilidade dos papéis na marcação a mercado, diante das movimentações de juros, percepções de risco e alterações na direção da Selic.

De qualquer forma, esses fundos podem ser boas opções até mesmo para perfis conservadores, que têm menor tolerância ao risco, principalmente se o objetivo for investir no longo prazo.

Consultoria de investimentos

Exemplos de fundos de inflação

Depois de compreender as vantagens dos fundos de inflação, confira nos tópicos abaixo alguns exemplos disponíveis no mercado:

Fundo IMA-B

O fundo IMA-B acompanha o índice de renda fixa IMA-B: o Índice de Mercado Anbima. 

Esse índice tem como função medir a performance de títulos públicos do Tesouro IPCA, que são ligados à inflação.

A liquidez dos fundos IMA-B é alta, e a rentabilidade é híbrida: os rendimentos acompanham a inflação mais uma taxa de juros prefixada.

Atualmente, existem mais de 150 fundos IMA-B no Brasil, de acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). 

Confira dois exemplos:

  • IMAB11: fundo de índice negociado na bolsa de valores lançado pelo Itaú Asset Management em parceria com o Tesouro Nacional com taxa de administração de 0,25% ao ano
  • Daycoval Fundo de Renda Fixa IMA-B5: fundo da Daycoval Asset Management que tem como objetivo superar o índice IMA-B5 e possui taxa de administração de 0,50% ao ano.

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Fundos de Tesouro IPCA

Outro exemplo são os fundos de Tesouro IPCA: fundos que investem em títulos públicos do Tesouro Direto atrelados à inflação.

É o caso dos seguintes fundos, por exemplo:

  • Tesouro IPCA Longo: fundo do BTG Pactual que busca acompanhar a variação do IMA-B5+ e tem taxa de administração de 0,20% ao ano
  • XP Inflação Referenciado IPCA: fundo da XP Investimentos que busca retornos superiores ao IPCA com taxa de administração de 0,50% ao ano.

E aí, gostou de conhecer os fundos de inflação?

Agora que você já conhece as vantagens desse tipo de fundo, avalie se a modalidade é adequada para o seu perfil e comece a investir.

Se você curtiu as dicas deste artigo, compartilhe. Se tiver dúvidas, deixe seu comentário abaixo.

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Lembre-se: rentabilidade passada não é garantia de retorno futuro. O desempenho dos fundos é líquido de taxas, mas não de impostos. O conteúdo deste blog tem o objetivo de educação financeira. Não tome decisões baseadas unicamente neste ou em qualquer texto. Faça a lição de casa, estude, questione, investigue e dê valor ao seu dinheiro.

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Gustavo Heldt

Consultor associado da TRAAD Wiser Investor. Especialista em Investimentos e Finanças.

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