BTLG11: tudo sobre o BTG Pactual Logística FII

Gustavo Heldt

O BTLG11 se destacou entre os fundos imobiliários mais rentáveis de 2020 investindo em galpões e plantas industriais. 

Uma das explicações para esse resultado é que a pandemia impulsionou as compras online e acelerou o crescimento do setor de logística — justamente o foco do BTG Pactual Logística FII.

A estratégia do fundo se baseia em gerar retornos e proventos por meio de aluguéis de imóveis de uso comercial (especialmente armazéns). 

Ficou interessado em investir no BTLG11?

Então, continue lendo e conheça melhor a gestão, estratégia e rentabilidade desse fundo de investimento imobiliário. 

Como é o fundo BTLG11 

O fundo BTLG11, ou BTG Pactual Logística FII, é um fundo imobiliário (FII) do tipo tijolo que investe em armazéns logísticos e plantas industriais. 

No caso, fundos de tijolo são FIIs que aplicam em construções, casas, apartamentos, salas comerciais, galpões e grandes empreendimentos, como shoppings.

O fundo funciona em condomínio fechado com prazo indeterminado — as cotas não podem ser resgatadas até o término do produto —  e suas cotas são negociadas na bolsa de valores com o ticker BTLG11.

Seu IPO foi realizado em 4 de agosto de 2010, com uma captação de R$ 89 milhões.

Destinado a investidores em geral, o BTG Pactual Logística FII investe primordialmente em empreendimentos imobiliários prontos, terrenos ou imóveis em construção voltados ao uso institucional ou comercial. 

Dessa forma, o retorno vem dos contratos de locação e alienação desses imóveis. 

Como em outros fundos da mesma categoria, distribui 95% de seus resultados aos cotistas, na forma de dividendos que são pagos sempre até o dia 25 do mês subsequente ao do recebimento dos recursos. 

Gestão do fundo BTLG11

O fundo BTLG11 é gerido pela BTG Pactual Asset Management, considerada uma das maiores gestoras independentes da América Latina com presença internacional.

A empresa possui patrimônio de R$ 329,3 bilhões em ativos sob gestão, mais de 170 mil cotistas e 282 fundos de investimento.

Seus produtos incluem fundos brasileiros, de mercados emergentes e globais, divididos nas categorias de Renda Fixa, Renda Variável, Hedge Funds, Economia Real, Real Estate e Ativos Florestais. 

A taxa de administração do BTLG11 é de 0,90% a.a. sobre o valor de mercado e não há taxa de performance. 

Segundo o último relatório da gestora, publicado em novembro de 2020, o fundo possui valor de mercado de R$ 1,4 bilhões, mais de 50 mil investidores e 12 imóveis no portfólio.

A última emissão de cotas do fundo foi realizada em setembro de 2020, com liquidação das cotas em outubro de 2020. 

Segundo o prospecto, foram emitidas 5 milhões de novas cotas ao preço unitário de R$ 100,00 + R$ 3,50 de custo unitário de distribuição, somando R$ 103,50.

Já o valor mínimo de investimento inicial foi de 10 cotas, com captação mínima total de R$ 30 milhões. 

Ao final da oferta, a captação foi de R$ 600 milhões, com a entrada de 10.244 novos cotistas, conforme anunciado no encerramento da oferta. 

Estratégia do BTLG11

O BTLG11 tem como objetivo investir em imóveis destinados a operações de armazém e plantas industriais. 

Na prática, os gestores do fundo compram a participação integral ou parcial de imóveis nesse perfil com o intuito de gerar contratos de locação ou alienação. 

Existem basicamente dois tipos de contratos utilizado nos FIIs:

  • Contratos típicos: são contratos de locação padronizados conforme a legislação do Código Civil (60 meses de duração, reajuste anual atrelado ao IPCA ou IGP-M e multa simplificada)
  • Contratos atípicos: são instrumentos não previstos no código civil que possuem condições personalizadas, acordadas entre as partes (Ex: prazos mais extensos, ausência de ação revisional, multa correspondente a todos os aluguéis futuros, etc.).

No caso, os contratos atípicos do BTG Pactual Logística FII são firmados nas modalidades sale and leaseback (quando a empresa vende o imóvel para o investidor e continua usufruindo do mesmo como locatária) e built to suit (quando uma locatária aluga um imóvel construído especialmente para atender às necessidades de uma empresa). 

Além de gerar retorno aos cotistas por meio da locação dos imóveis, o fundo também pode adquirir outros ativos, tais como:

  • Debêntures, bônus de subscrição, recibos de subscrição e certificados de depósito de valores mobiliários
  • Ações ou cotas de sociedades com propósitos alinhados às atividades permitidas nos FIIs
  • Cotas de fundos de investimento em participações (FIP)
  • Cotas de outros FIIs
  • Certificados de recebíveis imobiliários e cotas de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs)
  • Letras de crédito imobiliário e letras hipotecárias.

Já os imóveis são escolhidos com base em critérios como estrutura e preço, relevância para o locatário, análise financeira dos inquilinos e potencial de valorização. 

Rentabilidade do BTLG11

Desde o IPO, O BTGL11 teve uma rentabilidade acumulada de 74,15% em relação ao valor de cota atual e um retorno de R$ 81,56 em proventos por cota. 

Em relação ao último relatório, divulgado em novembro de 2020, estes são os resultados:

  • Novembro de 2020: 4,6%
  • Anual 2020: 3,4%
  • 12 meses: 22,2%
  • 24 meses: 101,9%.

Veja também a distribuição de dividendos nos últimos 6 meses:

  • Junho de 2020: R$ 0,50 por cota
  • Julho de 2020: R$ 0,50 por cota
  • Agosto de 2020: R$ 0,33 por cota
  • Setembro de 2020: R$ 0,60 por cota
  • Outubro de 2020: R$ 0,60 por cota
  • Novembro de 2020: R$ 0,60 por cota.

Lembrando que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

E então, já tomou sua decisão sobre o BTLG11?

Antes de investir seu dinheiro, conheça outros fundos de investimento no blog e compare os resultados.

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Gustavo Heldt

Gustavo Heldt

Gustavo Heldt é jornalista, especialista em investimentos, assessor e entusiasta de bons fundos e gestores.

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